"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"

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Bragança Pta, SP, Brazil
Ousarei um pouco daquilo que sou, do que possuo e represento. Apenas eu... Nem menina, nem mulher, nem mimada, nem vivida... Só Maíra.

sábado, 30 de agosto de 2014

Oi mundo.




 Meu primeiro choro já aconteceu quando eu nasci (obviamente), e se chorei pra vir a esse mundo sinal de que já sabia que as coisas não seriam tão fáceis e agradáveis como na barriga da mamãe.
Quando abri meus olhos só confirmei o que me esperava: uma caminhada assustadoramente bela. Assustadora e bela, melhor.
Quando bem pequenina eu já sabia o que eu queria. O problema é que cresci e agora não sei mais de nada.
Quando criança tudo o que eu mais queria era ser independente, hoje, em alguns momentos o que eu mais queria era ter um colo e poder deitar nele, chorar, contar dos meus medos e dos meus desejos. Alguns tão bobos que nem parece que não tenho mais 8 anos.
Complicado crescer e perceber que muita coisa já não faz mais sentido e que algumas coisas mesmo que não façam sentido, você terá de aceitá-las como são. E pior ainda, sem poder ter qualquer ação sobre. Essa sempre foi a parte assustadora.
Mas não posso desmerecer algumas partes belas. Como seria a vida se não existissem os sorrisos? O abraço quente. O chocolate quente. Só o chocolate bastaria. E aquele papo interminável com aquelas pessoas tão incríveis? Nem falam nada, mas me fazem rir, e pra mim é o suficiente. Uma amizade nova, uma irmã nova, uma boa noite de sono, um gatinho de estimação, oh que belo isso!
O que sei é que a vida é feita de constantes e drásticas mudanças. Às vezes não tão constantes, nem tão drásticas, o certo é que tudo muda, o tempo todo.
Aquela boutique que eu amava comprar roupas, hoje eu acho a mais brega da cidade.  Aquela rua que era o “point” da moçada, hoje só os banquinhos ocupam a calçada.
Hoje eu sei cozinhar, sei dirigir bem, sei trocar pneu (só me falta força), sei arrumar a minha cama sem deixar dobras, sei fazer bolo de cenoura, sei costurar.  Sei ignorar e sei cuidar.
No carro ouço todo tipo de música, tenho um pouco de receio de me prenderem um dia no trânsito por acharem que alguém com distúrbio mental não tenha habilidade para dirigir. Sou (um pouco) assim ouvindo minha música predileta no trânsito.
Poucos sabem, mas sei cantar e dançar. Não canto como a Madonna e nem danço como Carlinhos de Jesus, mas já fui soprano no coral municipal e aluna de jazz. Saudades eu sinto.
Hoje eu sei que sofrer de amor não mata, que toda dor passa e que se entregar ao sofrimento é a maior bobagem. Sei também que sentir saudades de alguém é mais sofrido do que se imagina. É uma dor tão inexplicável que só sentindo mesmo.
Eu pensava que sabia tudo sobre o amor, mas não sabia o principal, que ele também termina. E aí depois disso você se perde. Perde o controle. Ganha alguns pontos mal costurados na alma e uma cicatriz, que fica ali. Tenho algumas, umas mais profundas, outras menos.
Não gosto de filme de romance porque odeio me iludir desnecessariamente, prefiro acreditar que existem super heróis iguais aos do filme, do que acreditar que no final o casal fica junto e é feliz para sempre. Dispenso. Também não gosto de filme de terror, tenho a impressão que diminui a vida útil do meu coração em alguns anos.
Não gosto de TV no quarto e pela manhã respondo no máximo um bom dia e aconselho que fale comigo apenas após o meio-dia, é mais seguro.
Ando preferindo cultivar amizades. Coloridas. Cores quentes são minhas prediletas.
Já rabisquei o amor e pintei-o de cinza. Vermelho não vinha me agradando muito. Hoje to assim, mais colorida, nada de monotonia.
Ser independente não é bem o mar de rosas que eu imaginava. Na minha imaginação não tinham contas presas nos imãs de geladeira, nem uma pia de louças para lavar. Por outro lado não tem a minha mãe gritando para eu pegar o tênis que eu esqueci no meio da sala, nem para jogar o pedaço de pizza que esqueci na geladeira no sábado passado. Detalhes tão pequenos.
E venho assim, compondo um dia após o outro com detalhes.
Aprendendo, me surpreendendo. E me surpreendo todos os dias. Basta abrir meus olhos.

Maíra




sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Coisas que eu aprendi sobre o amor...


Você poderá encontrá-lo num ponto de ônibus, dentro do ônibus...
Talvez demore algum tempo até que o outro perceba o quão especial é para você.
Talvez vocês se aproximem, talvez não. Talvez uma não aproximação te livre de um sofrimento mais a frente ou te faça passar os anos mais felizes que você já teve até hoje.
É possível que seu primeiro recadinho seja um papelzinho grampeado onde numa falta de atenção o outro até fure os dedos.
Certamente você sentirá ciúmes, até mesmo de alguma dobradura de estrelinhas que outra pessoa sem importância de ao seu amado.
Você vai dedicar seu tempo a essa pessoa até mesmo aprendendo a cozinhar.
 Vai deixá-lo só quando precise trabalhar, estudar, vai saber entender o tempo do outro ou vai se remoer de saudade das horas que estiverem separados.
Talvez, sem perceber, vai abrir mão de várias coisas que fazia antes só para passar mais tempo com o outro.
Vai preparar café da manhã, surpresas, cartões apaixonados com presentes escolhidos um mês antes. Vai confeccionar com as próprias mãos alguns presentes, tão trabalhoso e tão recompensador quando ele abre..
Vai aprender a gostar de filmes de super heróis, de seriados engraçados, de bandas de rock.
Vai se matricular naquela escola só para vê-lo com mais frequência.
Vai torcer para que aquela prova de fim de ano que ele sempre faz, não esteja difícil e que os seus sonhos se realizem o quanto antes.
Vai torcer para que chegue os finais de semana e você possa passear no shopping, ver seu filme preferido, comer o mesmo prato de comida toda vez na praça de alimentação, fazê-lo esperar horas enquanto você escolhe roupas numa loja, mas também vai acompanhá-lo quando ele quiser entrar naquela livraria que fazem seus olhos brilharem, principalmente na sessão universitária.
Você vai rir quando se perderem no caminho de volta pra casa ou tentar acalmá-lo porque afinal de contas, é só um passeio.
Vai se divertir até mesmo fazendo compras num supermercado, vai esperar o sábado chegar para ver filmes e o domingo para tomar açaí.
Você vai deixar a comida pronta pra que no outro dia ele quase não tenha trabalho para esquentar e comer rápido.
Vai resgatar ele na chuva porque pela milésima vez ele trancou o carro com a chave dentro, no começo você briga, mas o mais legal é rir depois que tudo já passou.
Você tem alguém que te liguei pra perguntar se você chegou bem ou pra te desejar boa viagem, que te busque na rodoviária.
Alguém que ligue apenas pra dizer boa noite ou bom dia.
Mas... Contudo, aprendi também como dói sentir saudade quando esse alguém, não está mais com você... Eu acho que a saudade é linda mas só pra quem não sente de verdade porque a verdade é que dói sim.
Você vai amar e odiar a mesma pessoa várias vezes ao dia e quando deitar a cabeça no travesseiro vai conseguir apenas chorar de saudade. Vai perceber que um relacionamento sem brigas não é sinônimo de amor eterno...
Vai desejar que ao invés de estar perto, que  tivesse bem longe, onde você jamais tivesse notícias e nem o visse mais.
Vai ter ataque de choro, de raiva... De maneira que ninguém possa ter uma solução para passar, a não ser uma pessoa.
Mas até aí você já descobriu que o sentimento também pode ser volátil, superficial talvez... Vai perceber que hoje ama uma pessoa e no mês que vem já se está amando outra. Que as ligações de boa noite, de eu te amo apenas mudam de nº no celular.
Talvez você fique um tempo, muito tempo se perguntando o que houve e o que é amar de verdade. Vai se perguntar até qual ponto vale a pena amar desse jeito... Dispor seu tempo, seu amor, seu cuidado...
Vai acordar e desejar que o tempo passe o mais rápido possível para que passe com ele o sentimento também.
Vai se proibir de ouvir algumas músicas, ver alguns filmes e até de ir para alguns lugares.
Vai receber no seu aniversário apenas um e-mail cordial, sem sentimento, daqueles que seria melhor nem receber...
Vai sentir uma dor de cotovelo estranha, só porque quem está do lado dele agora não é você, porque alguém já cumpre a missão de fazê-lo feliz que você sempre achou ser sua.
Você descobre que não é dono de ninguém, que nenhuma pessoa está contigo porque você quer, mas sim porque ela quer, que no momento que você não tenha mais graça ou não seja mais interessante essa pessoa jamais se manterá presa a você.
Então você de novo percebe que criar expectativas, ter sonhos, planos junto com alguém é ilusão... Triste porque nem filmes de romance ou novelas que tenham finais felizes te tocam mais... A realidade é tão diferente e te machuca sem dó.
É verdade, o coração caleja. Eu achava que era conversa, mas não... Talvez seja parte de um amadurecimento, talvez tudo isso nos faça olhar para o amor de uma maneira mais sensata e sem tantas fantasias. Sem achar que o seu amor era o mais perfeito.
Não se sabe mais até que ponto o amor é mesmo tudo... Ou se amar é mesmo só para os fortes.
Bem, eu só queria ser forte agora e não ter escrito nada disso.

Maíra.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Carta de inverno!




Não sei ainda o quanto é cedo para escrever sobre você ou sobre o que você tem despertado em mim nessas últimas semanas. O que sei é que esqueço de todo o resto quando estou contigo e até substituo algumas vezes seu nome por “amor”. E eu estou amando toda essa confusão que você tem me causado. 
Era para ser inverno e mais nada, mas ando numa confusão tão gostosa de sensações que muitas vezes vivo em plena primavera. Mas não importa a estação, não importa quão frio ou calor esteja desde que suas mãos estejam sempre quentinhas e prontas para me dar carinho, não importa se lá fora está frio desde que o seu abraço esteja sempre quentinho para me envolver. É por isso que às vezes nem me lembro de que é inverno, e como eu já tinha escrito, o único friozinho que eu tenho sentido ultimamente é aquele friozinho gostoso na barriga de quando penso em você. E eu sorrio todas as vezes que me pego pensando em você, fico boba e me acabo de saudade, como agora, nesse exato momento. Eu ainda não sei a intensidade de tudo que sinto e nem sei se é possível mensurar tudo isso, mas posso dizer que estou amando o que está acontecendo e que aqui dentro tem espaço pra muito mais. Quando você sorri pra mim, quando você cuida ou simplesmente me olha, um sentimento muito bonito se alimenta de todos os seus mimos e cuidados comigo e assim também me faz feliz e o que é delicioso, é ter essa felicidade me consumindo o tempo todo, mesmo quando você não está por perto.


Maíra

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Inconstante e só!



"Se antes meus pensamentos eram mais organizados, hoje existe apenas um amontoado de palavras e sentimentos desorientados dentro desse coração. Não sei qual a ordem das palavras, não sei nem mesmo se está em ordem esse meu coração.
É fato que o tempo na medida em que transcorre, arruma e desarruma muitas coisas que fogem do controle das nossas mãos.
E durante esse tempo, achei que o amor curasse as nossas mágoas e enxugasse lágrimas que por ventura brotassem, mas não.
Se arrumar meu quarto já foge de ser uma tarefa fácil, imagina organizar meu coração?
Um dia na tentativa de organizar, percebi que ele ficou ainda mais bagunçado, pois quem foi que disse que um amor ajeita e não desarruma? Quem foi que disse que o amor é solução e não problema?
E nessa bagunça que eu me encontro,  muitas vezes eu me perco, e se me perco me sinto só, e nesse momento vivo um imenso conflito de ter e não ter ao mesmo tempo.
Porque se antes eu achava que estar junto era a única maneira de nunca se sentir só, hoje eu tenho certeza que estar junto é apenas estar junto e mais nada. Se sentir só é muito mais que isso e vai muito além de qualquer corpo que permaneça ao seu lado. É alma.
E minha alma é assim, inconstante e por vezes, só."

Maíra.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Fúria

E já tem tanto, mas tanto tempo que não escrevo, que deixei de lado todas as palavras que de alguma forma, me faziam melhor quando as colocava pra fora, de certa forma era uma limpeza espiritual que de vez em sempre “resetavam” em mim coisas que já não eram mais tão importantes ou apenas evidenciavam coisas a meu respeito que ficavam lá, pedindo para existir ou serem excluídas de vez. Coisas boas sempre me motivaram a escrever, ainda que fosse tudo muito “morrântico” ou choroso demais ou apenas traços de alegria que tecem a minha vida de maneira mais colorida. Mas ultimamente tenho visto tão poucas cores, não falando de mim, mas do redor... Que triste assistir tanta coisa bizarra e desumana, ser bombardeada com detalhes que eu não pedi para saber, com imagens que eu não quero ver, com problemas que eu não posso solucionar, aliás, nem os que eu gostaria de resolver, não posso. Meus braços não alcançam, meus olhos pouco vêem no meio de sombras, nada consigo fazer a não ser aceitar a toda impunidade, injustiça e indiferença. Fico triste com as lágrimas que vejo caindo por aí, triste com as mãos calejadas que tanto fazem, tanto merecem, sem qualquer reconhecimento. Fico pensando numa definição para certas atitudes humanas que chego a me cansar. Animal? Que ofensa para os animaizinhos que mesmo agindo por instinto não cometem tantas atrocidades. Me emociono quando vejo vídeos de animais salvando sua prole ou até mesmo um semelhante, enquanto nós, exterminamos o nosso próximo. Matando, ferindo, mutilando. Sem contar a agressividade verbal que também nos faz vulnerável. Que mundo mundano e insano que estamos inseridos... Vivemos doentes da alma, do coração. Buscando a cura para doenças que existem apenas no nosso espírito, esta que nos consome, domina, confundindo nossos princípios e valores. Sonhar? Privilégio de poucos... Realizá-los? Seria como buscar agulhas em palheiro. Remamos a todo instante contra a corrente, acorrentados pelo braço. O que me conforta é saber que ainda existem pessoas que mesmo atadas, ainda possuem força para lutar e alcançar os seus desejos. Torço para que sejamos essas pessoas de força e fé. Pois me sinto sucumbir num mundo onde a essência do ser humano parece em extinção.

Maíra

Nunca se morre...


Paz a quem parte, força a quem fica...

E a vida parece mesmo muito ingrata em certos momentos.

Que o motivo dela ter nos deixado seja sublime e conforte o nosso coração de dúvidas e perguntas sem explicação.

Será que o céu está em falta de Anjos?

Fica a saudade, lembranças e alegrias dos momentos, guardados no coração.

Porque não se morre nunca, quando ainda se está no coração.


Maíra

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Arrogância pra que?!

Estou convencida da grosseria incontestável de alguns seres humanos.

Felizes os que conseguem escapar desta regra, tornando uma feliz excessão.

Estou cansada de tanta falta de educação, tanta amargura num único coração.
É de um nível tão baixo que chego a ter medo.

Tanta arrogância, tanto desprezo, tanta prosmiscuidade que me envergonho de fazer parte deste mundo, convivendo com pessoas tão pobres de humanidade, pobres de si, pobres da verdade, pobres de verdade.

E diante desse contexto, eu me perco sem saber se me rendo, se resisto ou se simplesmente me dou, se me faço espelho e apenas torno recíproco toda essa desordem, esse caos de desumanidade.

Estou inserida num campo onde não me reconheço, coloco uma máscara de dor quando a esperança se desfaz diante de mim. E por trás desta dor, escondo a revolta e um espírito de luta que por vezes desaparece de mim e me faz querer desistir. Eu penso em desistir, mas não posso.

Nada pode ser mais terrível do que estar amarrada a tanto cinismo em prol da sobrevivência.
É ridículo, inaceitável e triste...
Maíra.