"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"

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Bragança Pta, SP, Brazil
Ousarei um pouco daquilo que sou, do que possuo e represento. Apenas eu... Nem menina, nem mulher, nem mimada, nem vivida... Só Maíra.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Boa noite...!

Boa noite.
É o que diz o apresentador do telejornal todas as noites
Quando ligo a TV na tentativa de afastar a solidão.
Estou esperando uma resposta sua para que eu possa desligá-la.

Já se foram algumas horas da minha noite.
O telejornal transcorre e não há mais nenhum outro ruído
Além da voz rouca do apresentador anunciando a queda da bolsa de valores.

A bolsa cai e a minha solidão aumenta.
Perdi o controle, não o da TV, mas o da minha emoção.
Troco de canal, há canais que estão fora,
Estou fora de mim.

Passeio os meus olhos nos créditos finais do telejornal
Um dos editores tem o seu nome
Eu congelo a imagem da TV
Enquanto tento editar você da minha memória.

A TV ilumina a sala mas não clareia a minha escuridão
Eu vejo todos os canais ao mesmo tempo
Mas desligo quando aqueles atores se beijam
e deixa clara a minha solidão.

E você não responde pra que eu possa desligar a TV.
Eu falo sozinha, eu rio sozinha, e só a TV me dá atenção.
Eu já estou me desligando, liguei o “timer” para não perder o controle do tempo
Já perdi muito por insistir nesse canal.
A programação terminou e só a solidão me respondeu: boa noite.

Maíra.

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