Sou fera, sou mulher, a indomável felina das artes e dos encantos que seduz, fascina, finge o amar... Já fui presa, e hoje minha arte é caçar. Ágil, feroz, vivaz... Explorando, descobrindo, buscando outras formas de me encontrar.Não venha me falar das suas aventuras, não venha me ensinar o caminho a andar...
Já errei de direção, já fui levada às montanhas, tomei banho de rios, cachoeiras, cheguei até o mar... Já ouvi tantas vezes me dizerem não, já disse há tantas pessoas que sim, já enganei a mim mesma, camuflei sentimentos e até o meu coração eu tentei enganar... Mas o coração não se engana, lembra de quando eu disse te amar? Por dentro ele negava em silêncio, chorava em segredo, a mentira que eu jurava acreditar... Eu tentei sentir tantas vezes o calor, a pele, o desejo... Em vão.
Sou dona, sou criada, sou mulher que sofre e faz alguém chorar. Eu leio os seus lábios, eu decifro os seus gestos... Não venha me dizer mentiras, não omita os seus desejos, não jure, não prometa, não desfaça e nem me faça acreditar.
Hoje sou fera, já fui ferida, fui feroz, incapaz de me domar...
Sou valente, capaz, sigo estrelas, navego pelo mar, vôo como borboletas, deixo-me levar...
Ora sinto frio, sinto medo, ora sinto um sol tocando a minha pele até queimar...
Certeza de viver, de se aventurar, de rir e sonhar...
Incertezas no meu caminho, das direções a tomar, pessoas, lugares... As incertezas de amar...
Maíra

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