"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"

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Bragança Pta, SP, Brazil
Ousarei um pouco daquilo que sou, do que possuo e represento. Apenas eu... Nem menina, nem mulher, nem mimada, nem vivida... Só Maíra.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Triiiimmmmmm... ?!?


O telefone toca. Não, não toca o telefone. O toque do telefone é o toque que traz paz ao meu coração. O toque estridente do telefone que não toca, toca a ilusão que arremete a minha alma nessa inusitada paixão.
E chego a ouvir o telefone tocando. Alucinação. O telefone não toca se ele não discar. Ele não disca se não quiser ligar. Por que ele não liga? Por que não faz esse telefone tocar? Eu ouço coisas. Eu ouço ruídos. Não é o som do telefone tocando. O telefone parece não querer tocar. Eu continuo esperando. Observando o aparelho inanimado e frio. Alguém discou. Ouço o barulho desejado e conhecido. Saio disparada. Quem está falando?... É engano. Um desconhecido. Aumenta meu desespero. Em vão, eu anseio pelo toque irritante do meu telefone. Desejo insano. Mais insano quando lembro do culpado dessa agonia. O telefone? Não, o que segura o fone. Passam alguns minutos. O telefone continua mudo. Desvio a atenção. Mudo a posição no sofá. Troco o canal da televisão. O telefone não faz nenhum barulho. Já mexi na extensão. Mas o defeito está do outro lado do telefone, no sujeito da ligação. Ah! Que tortura. Triimmmm... Outro engano? Atendi. Medo da decepção. Alô?... Fica em silêncio. Prefere ficar calado enquanto ouço a sua respiração. E eu adoro esse silêncio após o toque barulhento da sua ligação. Silêncio!... É o que diz meu coração.

Maíra.

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