
Tem um balanço no quintal de casa
Junto dele, uma paisagem estranhamente bucólica.
Eu balanço nele às vezes.
E nele viaja os meus pensamentos
E nesse balanço espalham-se os meus cabelos
Esvoaçantes com o balanço do vento.
De lhos fechados eu me entrego a imaginação
Eu crio asas, voando parada,
Pendurada por um cordão.
Estou presa no limite da realidade.
Acima da minha cabeça, um céu.
Neste céu, minha confusão.
Já viajei da Índia ao Egito.
Voei cada canto desse mundão.
E mesmo com asas eu continuo de pés no chão.
Porque as minhas viagens não precisam de passaporte.
Não enfrento caos em avião
Nem percorro longas estradas.
Eu fecho os olhos no quintal de casa
Onde visto minhas asas e viajo parada
Pra qualquer lugar
Presa por uma corda mal amarrada
Que me remete seja qual for a direção.
Viajo sem gastar nada,
Só a corda do meu balanço que desgasta
Enquanto viajo fugindo da solidão.
E eu fujo, sempre fujo.
Maíra.
Junto dele, uma paisagem estranhamente bucólica.
Eu balanço nele às vezes.
E nele viaja os meus pensamentos
E nesse balanço espalham-se os meus cabelos
Esvoaçantes com o balanço do vento.
De lhos fechados eu me entrego a imaginação
Eu crio asas, voando parada,
Pendurada por um cordão.
Estou presa no limite da realidade.
Acima da minha cabeça, um céu.
Neste céu, minha confusão.
Já viajei da Índia ao Egito.
Voei cada canto desse mundão.
E mesmo com asas eu continuo de pés no chão.
Porque as minhas viagens não precisam de passaporte.
Não enfrento caos em avião
Nem percorro longas estradas.
Eu fecho os olhos no quintal de casa
Onde visto minhas asas e viajo parada
Pra qualquer lugar
Presa por uma corda mal amarrada
Que me remete seja qual for a direção.
Viajo sem gastar nada,
Só a corda do meu balanço que desgasta
Enquanto viajo fugindo da solidão.
E eu fujo, sempre fujo.
Maíra.

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