As nuvens lá em cima, que bailam no céu azul,
Não são feitas de algodão
Já vi mais claras, brancas nuvens.
As mais escuras fazem chover meu coração.
Algumas delas fazem sombra
Outras respingam e refrescam o meu calor
Hoje vejo apenas as nuvens negras
Que trovejam junto a minha dor.
Se ao menos essa chuva fosse tempestade
E fizesse enxurrada para lavar a minha alma
Mas suas águas apenas gotejam
Não purifica, não revigora, não me acalma.
Essas brandas águas derrubam o meu muro
Afogam-me no meu Forte
Invadem o meu porto seguro
Me levam ao sul enquanto caminho ao norte.
Chove as águas serenas
Mas inunda o meu peito de uma chuva severa
Ficam em mim poças profundas
Da saudade infinita de alguém que se espera
Cessa a chuva, somem as nuvens
Silenciam-se os trovões
Contudo, não vejo as brancas nuvens
Não vejo a aurora
Ainda embaça-me os olhos com os respingos tristes
Da chuva que foi se embora
Sem lavar meu coração.
Maíra.
"Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isso não tem importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado" (Shakespeare)
"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"
- ♥ Maíra ♥
- Bragança Pta, SP, Brazil
- Ousarei um pouco daquilo que sou, do que possuo e represento. Apenas eu... Nem menina, nem mulher, nem mimada, nem vivida... Só Maíra.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Tempestade...
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2 comentários:
Simplesmente, Maira!
Lindo..
E de muito bom gosto.
Obrigada!!!
^^
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