"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"

Minha foto
Bragança Pta, SP, Brazil
Ousarei um pouco daquilo que sou, do que possuo e represento. Apenas eu... Nem menina, nem mulher, nem mimada, nem vivida... Só Maíra.

sábado, 27 de dezembro de 2008

2000INOVE


Expectativas para 2009...

São aqueles desejos que sonhamos o ano todo e por algum motivo sempre deixamos ele para o próximo...

Ou que por algum outro motivo nos acovardamos de realizá-lo enquanto temos a chance nas mãos e adiamos, jogando para o próximo ano que acreditamos que será melhor do que todos os outros que já se passaram.

E nem nos damos conta de que ele não será melhor se nós não o fizermos...

O novo ano não será novo se nós não o fizermos realmente novo! Com idéias novas, com novos planos de conseguir mesmo que seja aquele sonho antigo e que nunca desistiremos... Este novo ano não será diferente se nós não o pintarmos assim! E é esse o Espírito que tem de prevalecer!

Mudar a si, mudar a estratégia se no ano que passou ela não funcionou, mudar o foco de tudo que só deu errado, mudar o alvo se o que você mirava já se desgastou de tanto você errar... Construir novas pontes e acreditar que elas te levarão sim a algum lugar.
Brincar de sonhar e fazer acontecer, realizar!
Ser o que quer ser, sorrir, acreditar!
Por em prática tudo que te faz bem, passar pra frente boas vibrações!

É isso, 2000INOVE
Mas INOVE de verdade...
Se jogue!

E se entregue ao coração...
Acredite, vale a pena! =)

Maíra.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Independência

Hey people!

Entrei pra escrever e nem sei o que dizer...
Estou dividindo um apto...

Vou aprender a arte de subir escadas com alguns ml's de álcool no sangue... hehe
Fáácil...

Difícil é saber o que fazer todos os dias para o almoço ou jantar...
Difícil é lavar louça, arrumar a cama todos os dias, fazer o café, limpar o banheirooo...

Mas uma coisa compensa todas as anteriores: INDEPENDÊNCIA!

E isso não tem preço! Tudo está caminhando.

Algumas coisas mudaram, muitas coisas talvez...
Coisas que melhoraram!

Me sinto bem.

As vezes apenas me sinto só.
As vezes eu queria dividir meu travesseiro, meu cobertor.

Acabou. E nem havia começado.
Enfim, desviei o assunto.
Assunto que já deveria terminado.

Mas o amor ainda não acabou.
Tá passando, coração se conformando.
Está tudo bem [de novo] juro.

-Amo demais-
Inesquecível.

É possível???

Maíra.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

- C α я ℓ σ s [V.08] . diz:
aiiaa.....c ehh liiiiiiinda dii maiiss.....
- C α я ℓ σ s [V.08] . diz:
nuuum da....
- C α я ℓ σ s [V.08] . diz:
e amooo tbm
- C α я ℓ σ s [V.08] . diz:
.aii como posso fala isso?.;
- C α я ℓ σ s [V.08] . diz:
ii duu memo jeitoooo.. pq c num mi xinga...fala pra euu sumi logo da sua viida....

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Ao Vitor...

O relógio marca 00:22... Hora de estar na cama. Hora de sonhar, dessa vez não mais acordada, mas de viajar enquanto descanso, pois bem, estou aqui escrevendo por conta de alguém que inspirou o meu dia. Digo então: obrigada! Você conseguiu trocar meu sono por algumas palavras jogadas nessas horas quase na madrugada... Voltei a ter vontade de escrever apenas pelo que li de alguém que nem conheço... E eu queria que o mundo estivesse povoado de pessoas como você, que mesmo sem saber conseguem transformar o dia de alguém... Honrada estou eu de encontrar um humano que consiga usar as palavras, o conhecimento, a arte da reflexão, seguindo assim transformando pessoas em seres melhores e cheios de sentido dentro dessa existência tão conflituosa. Vou dormir cheia de esperança que meus dias continuem sendo assim... Cheio de descobertas, palavras e pessoas que toquem o meu mais profundo sentimento.

Maíra

PS: Dedicado ao Vitor Hugo (imagem extraída do álbum de Vitor)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Tempo!


Estou sem tempo de entrar no blog e deixar meus desabafos...
Quero mais horas no meu relógio, mais tempo, mais minutos no meu dia...
Quero não ter que resolver problemas
que apenas me dão forte dor de cabeça e que nem meus são...
Meus próprios problemas já são suficientes.
Quero não ser tão vigiada e acabar com toda frustração.
Quero paz! Odeio me sentir subordinada a esses alienados pseudo-intelectuais...
Quero alegria! Parar de fingir tanta seriedade, e para que?
Quero amor... Qro Viver!
Quero passar mais tempo com meus animais,
Rir quando der vontade e não me calar.
Quero escrever mais!!! Ler muito mais,
Quero tempo para ser o que eu sou
Espaço pra me mover!
Quero menos cantos, menos paredes, menos muros...
Quero alcançar o céu!

Maíra.

PS: Inspiração: Texto de Vitor Hugo.

domingo, 24 de agosto de 2008

Metade.

Se eu não conseguisse viver só, Deus não teria me feito inteira, teria me feito metade!
Se ninguém me completa, cheguei a conclusão de que é porque eu já sou inteira. Ninguém possui a minha metade, já que a mesma só pertence a mim mesma. E por que essa impressão da procura insistente da outra metade inexistente? A ilusão criada na mente de existir alguém que disponha da chave que tenha o encaixe perfeito. Mas essa chave não existe. E eu acredito naquele que me acrescente, Que não me deixe ausente Que deixe-me deitar no colo, Que vibra, se alegra e sente. Acredito naquele que também é completo por si só, E que sendo completo não deixa lacunas para metades. Se acredito que haja alguém completo, não poderei nunca ser metade. E não sou metade. Sou completamente corpo, alma... Sou espírito. Sou a complexidade. Não sou parte, pedaço de alguém. Nunca serei metade.

Maíra.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Simplesmente.

Bem, voltarei a escrever. Ouvindo Teatro Mágico. Pensando no homem pintado de palhaço. Lembrando do "Vermeinho", de pele branca e rosto de menino. Estou com raiva. Passou a raiva. Voltou a raiva. Estou com sono. Quero gritar. Quero ligar pra alguém. Quero sair pela rua, andar pelas calçadas. Quero olhar as estrelas. Quero fechar meus olhos e dormir. Quero ouvir a voz da Juliana. Quero fazer carinho na minha gatinha. Quero ouvir meu pai rir. Preciso apagar a luz e pensar. Quero atos e pensamentos bons. Quero o mundo melhor. Pessoas boas. Quero muito mais Teatro Mágico. Quero o som tocando sem parar. Quero mais alegria. Preciso relaxar. Preciso de um abraço. Preciso sonhar. Preciso de silêncio. Preciso de paixão. Quero nada. Preciso de tudo. Quero conversar. Preciso de um beijo. Preciso esquecer algumas coisas. Preciso de mais paciência. Preciso de mais carinho. Quero ouvir mais músicas. Preciso ligar o rádio e desligar a TV. Quero fugir, sair sozinha. Preciso que cuidem de mim. Quer mais amor. Quero chorar. Quero mais verdades e menos mentiras. Quer saber? Alguém me arruma um copo d'agua? Maíra

terça-feira, 22 de julho de 2008

Silêncio...

Sabe aquele silêncio que as nossas bocas unidas fazem? Aquela conversa que só os nossos olhos compreendem se olhando... Aquele sorriso manhoso, a carícia espontânea, o abraço. É por isso e tantas outras coisas que eu te adoro tanto. E esse tanto não é pouco... Eu me perco nessa quantia que nem sei explicar. E cada vez que eu paro pra medir, eu percebo que esse tanto só aumentou. E não vai deixar de crescer jamais. E eu queria impedir, eu juro. Mas não posso, mesmo querendo e desejando que tudo fosse perfeito, Ainda que seja impossível. Eu gosto de você. Gosto tanto que penso em você e esqueço de que nada é tão simples como eu acredito. Eu penso em você, imagino nós dois e me machuco. Mas eu não resisto e te encontro. Você é simplesmente a peça que falta Encaixe perfeito no meu peito. Mas que não foi feito pra mim. Contudo, eu te quero. Maíra

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Querer.

Eu queria não ver o que as vezes, eu insisto em querer ver... Eu queria não saber aquilo que eu já sei, eu queria não sentir o que sinto. Eu queria não te ver. Eu queria fingir não ser real o que sinto. Esquecer o que já deveria ser esquecido. Não pensar, não ver, não falar. Deixar pra lá, desvincular de mim esse sentimento. Acho que é isso. Algumas palavras, alguns sentimentos perdidos Em alguns minutos de lapso escrito. Maíra.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Oi a Vida!

Oi blogger, oi painel, oi pessoas, oi amigos! Oi vidaaaa virtual!! =D Desculpe o abandono aqui no meu cantinho... Mas as coisas andam tãããão, mas tãããão corridas ultimamente. Que pouco me sobra tempo para respirar e organizar os meus pensamentos. Mas não tenho o que reclamar não, estou super feliz. A gente tem sempre que pagar um preço a tudo que a vida nos proporciona, isso é certo. E esse preço custa muito as vezes. Eu abri mão de algumas regalias, alguns confortos, algumas pessoas muito especiais na minha vida. Para abrir espaço a outras que cada vez mais são especiais. E indispensáveis a minha vida. A todas essas pessoas o meu Obrigado! =) Obrigada a vida e a Deus pelas oportunidades concedidas. Pelas alegrias, pelos risos. E dá-me sabedoria!!! Muita sabedoria! Ahnnn... Coração? Hmmm... Pois é, coração tá na mesma. As paixonites passageiras (beeem passageiras) sempre me pegam. E pra variar nunca ficam... =/ O bom é que eu ando bem desencanada =D Bem resolvida também eu diria! Cheia de histórias novas pra contas. Cheia de festas, baladas, amigos. E é tudo tããão booommmm!!! lol Bem, tem alguns textinhos para postar. Em breve estarão aqui. Beeeeeeeeijos e abraços doces a todos!!! Amo* Maíra

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Despedida.

To em prantos!
Eu sabia que ia ser difícil, mas não como tá sendo.
E mesmo que eu me sinta preparada pra enfrentar novos desafios
É normal que eu sinta um pouco de medo.

E hoje nem é o medo que me apavora.
É a saudade que vai ficar.
Os cuidados de pai que eu não terei mais.

Levo na memória o lanchinho de pão com queijo e mel
O cafuné na cabeça em dias de tempestade.
As piadas e charges que me mostrava no jornal.
A risada. A imagem da poltrona. Do jornal.

Vai se a magrela
A baixinha
A serelepe
A boneca

Tanta coisa aconteceu.
Lágrimas que eu chorei.
Risos que eu dei.

Tanto cuidado comigo.
Do pai ao amigo.
De patrão até ex-patrão.

Último dia, última tarde.
Última sexta.
Bom fim de semana.
Adeus.

Outra estrada se abre.
Outro caminho a percorrer.
Novas conquistas
Novas pessoas.

Fica no meu peito a saudade.
Obrigada por tudo.
Por tudo!

Maíra.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Mães...

Sabe quando você coloca pra ouvir as músicas mais alegres que se possam existir só pra tentar afastar a tristeza?
Isso até que funciona comigo, me sinto melhor e dou um “chega pra lá” no baixo astral.
Há dias que estou usufruindo desta tática e por enquanto tem funcionado.
Até arrisco uma sacudida discreta no esqueleto enquanto escrevo estas palavras. Nem vou dizer o que estou ouvindo... Ou vou? Forrózinho... Delícia!

Domingo - Dia das Mães
Clima tenso em “certo ambiente”
Ansiedade
Solidão + frio = ¬¬’

Acho que essas 4 coisas explicam o motivo por eu estar a dias procurando em todas as partes músicas que me façam sentir melhor.

Hoje fui comprar o presente da minha mãe. Pura obrigação. Não houve nem por um instante algum sentimento que me motivasse a escolher o presente mais bonito... Nem um cartão legal eu comprei.
E se fosse para escolher uma mensagem, palavras para escrever tudo que sinto, breves palavras traduziriam tudo que guardo no peito.

“Apesar da tua ausência, que este [presente] aqui presente, demonstre que o meu carinho por ti não é ausente.”

Simples e objetivo. E o que sinto.
Tudo bem que tudo isso faz parte de todo um processo psicológico conturbado e mal formado, porém saber disso não conforta a falta que ela me fez, que me faz e nem a dor que isso me causa todos os dias.
Só posso agradecê-la por ela ter escolhido o homem mais maravilhoso do mundo pra ser meu pai. Nisso pelo menos ela acertou, mas nem isso ela valoriza.

Raros são os momentos de felicidade que ela me proporciona, constantes são as dores de cabeça e as decepções que ela me causa.
Porém não quero fazer disso uma mar de reclamações e amarguras.

Afinal é preciso que eu saiba que ela está lá pra que não fique pior.
Não tenho a MÃE, mas tenho a imagem representativa, e é nela que eu tenho que acreditar e fingir que tudo é lindo.
Nada é perfeito né... Mas não precisava ser tão imperfeito assim! ¬¬’

E eu nem quero deprimir agora.
O forrózinho ta animado, só me falta um par.

Só mais uma coisinha...
Recado a todas as mães e futuras também.

Cuide do seu filho, carregue-o no colo, vá buscá-lo algumas vezes na escola, veja seu caderno, elogie seu boletim, sorria daquela piada que ele aprendeu na escola, brinque com ele de dominó, de cartas, ou de guerra de almofadas na sala, mesmo que isso lhe cause algumas horas de arrumação mais tarde. Faça sua comida preferida, ligue na casa de seus amiguinhos pra saber se precisa de algo, leve-o pra brincar com seus priminhos, abrace-o, abrace-o muito.
Beije-o sem motivo, aperte sua buchecha e diga que o ama, várias vezes, incansáveis vezes... Diga eu te amo repetidamente.
Dê broncas, chame a atenção, deixe-o de castigo, olhe de cara feia, mas quando passar, faça tudo ao contrário.
Ria com ele de algum programa de humor na TV, assistam desenhos juntos, vá a peças teatrais infantis, jogue bola, brinque de bonecas, ensine, aprenda, deixe ele falar, faça ele te ouvir.
Dê seu colo pra que ele possa chorar, enxugue suas lágrimas, aconselhe e diga tudo que ele precisar ouvir, na hora certa.

Demonstre força e coragem mesmo nas horas mais difíceis, ele precisa sentir-se protegido.
E ame-o, ame-o acima de tudo e de todos.
Creio que isso é ser mãe.

Feliz Dia das Mães.


Maíra.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Frio!

Início do dia.
Minha mão está gelada!
Está muito frio aqui.

Quero um aquecedor
Não aqueles elétricos
Nem qualquer outro artificial.

Quero um aquecedor humano
Que seja cobertor de orelhas.
Que me faça sentir o calor de pele

Aquele calor que não esquenta apenas o corpo
Mas que aquece a alma.
Derrete o coração...

Maíra.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Desabafo lunar I

Será que alguém vai ter que colocar isso forçado na minha cabeça ou terei de criar um mantra pra ficar repetindo pra mim mesma aquilo que eu já sei?

A noite não foi legal.
As pessoas estavam rindo, dançando e se divertindo.
Mas algo faltava em mim...
Ou sobrava demais.

Ele não foi.
Tbm nem se importou em ir.
Eu achei que nem faria diferença, droga!
Td bem, eu já sabia que isso aconteceria,será que nunca estarei errada?
Será que nunca me provarei o contrário?

Contrariada com tudo que tem acontecido.
Quero não mais pensar.
Pensei já ter esquecido.


Maíra

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Poeiras Lunares

"Eu só quero que todas as pessoas que fazem parte da minha vida, que dividem comigo esse espaço num universo tão grandioso, saibam quem eu não seria nada sem elas! Eu quero que os meus amigos saibam que cada um deles é o melhor, cada um sabe exatamente o que me dizer sempre que eu preciso, e na hora certa!A minha vida não teria sentido se não fosse pelos sorrisos de cada um, pela alegria estampada nos olhos... As gargalhadas compartilhadas, as lágrimas que alguns choraram comigo...Essa vida seria inútil, e o meu existir seria um vácuo num infinito de maravilhas se não fosse por cada um de vocês, meus amigos.Eu amo cada um com sua particularidade, cada gesto, cada palavra de conforto dita!Vocês são meramente essênciais nessa minha caminhada. Não me abandonem e conte comigo pra qualquer coisa!Amo vocês."

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Vontade de chorar, de gritar, de sair correndo...
Vontade de afagar os cabelos de alguém...
De atender o tel e ouvir eu te amo no fim da ligação.
Vontade de abraçar demoradamente.
De dar beijos inconsequentes.
Amar e ser amada.
Nada mais.

Maíra

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Fiel travesseiro.

A gente sempre diz que não vai chorar, mas sempre acaba chorando.
Diz que não vai sofrer, mas inevitavelmente acaba sofrendo.
Eu já disse até que não mais me apaixonaria... E quando vejo, já estou amando.
Eu choro, sorrio, choro, sofro, me alegro e choro de novo.
Se é amor o que eu sinto, qual o prazer de amar se esse sentimento leva toda a minha alegria?
Não se aprende a fugir do amor, não se aprende a se esconder do sofrimento, nem a driblar as paixões... são os sentimentos que driblam todas o nosso coração e machuca... Machuca tanto...
Eu falei que não queria chorar e não estou chorando. Só a chuva chora lá fora enquanto eu penso: não chore. E eu não choro.
Lembro-me dos momentos que não gostaria de lembrar, penso nos beijos hoje que eu não queria dar, penso nos abraços, nos carinhos recebidos que hoje só servem pra machucar. Nossas mãos unidas... Sorrisos!
Alegres sorrisos, risadas e gargalhadas que eu cansei de dar. Hoje nada fez sentido, sem o toque das suas mãos, sem nenhum beijo escondido, sem disparar o coração. Hoje até seus olhos desviaram dos meus. Menos de 48 horas essas paixões aparecem e desaparecem.
Noite de chuva, vou me deitar. Abraçar meu velho companheiro, sempre calado. Meu fiel travesseiro.

Maíra.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Aaaahh...!

Aaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhh...
Que vontade gritar, sair correndo, dar um beijo!...

Que vontade cantar mesmo que seja sem afinação
Vontade de sair dançando sem passos certos.

Que vontade de dizer eu te adoro, eu te amo!
Vontade de sorrir sem motivo...

Vontade de fechar os olhos... Sonhar!
Que vontade de abraçar alguém...

Vontade de deitar na grama molhada com a chuva...
Sair pisoteando a lama...

Vontade de estar com alguém
De estar ao lado daquele que só eu sei quem...

Ah.! Quantas vontades de você...!

Maíra.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Poeiras Lunares I, II e III

P.L. I

Sabe que hoje ao decidir escrever, fiquei surpresa comigo mesma. Há algum tempo percebi que só conseguia escrever quando sentia algum tipo de “exagero” de sentimento. Fosse esse sentimento a alegria, a tristeza, a saudade... Hoje porém, sinto uma completa harmonia de todos esses sentimentos, todos eles no mais perfeito equilíbrio. O que então me fez escrever?
Talvez tenha sido aquele elogio da semana passada que não sai do meu pensamento, ou aquela gargalhada que soltei com certas palhaçadas de alguém... Pode ser a lembrança de um beijo, o sorriso proporcionado por uma amizade. Pessoas novas? Velhas pessoas? Não sei. Só sei que me sinto bem.
Até voltei a apreciar a companhia do Jack no meu toca CD. Ah que delícia!
Dá até vontade de fechar os olhos e me perder no ritmo que embala a canção, mas não quero parar de escrever...

P.L. II

Friozinho na barriga... Ops!
Borboletas no estômago?! Desde quando? Será?
É tudo culpa do pseudonimo...
Pseudonimo? Nem tente, você não entenderá!

É a comunicação dos gatos
Com um som diferenciado
Troca-se uma vogal e a última letra por uma consoante
Eis que surge um culpado.

A culpa também pode ter sido da bebida
Coisas boas eram comemoradas
Mas foi o gato que bebeu?!
Quem tomou a “cervejada”?

Não havia quatro patas
Nem garras afiadas
Tinha em seus olhos uma vontade (mal) intencionada
Foi um salto perfeito, excelente pegada.

Eu parti, deixei o gato a espera da minha volta.
Gato na verdade não era, mas sua beleza ninguém negava.
Seu nome era que soava como miados de felinos solitários
Soltos na madrugada.

P.L. III

Entender? Deixe para quem viveu.
Gato, bebida, pegada?
Apenas delírios preciosos de quem escreveu.

Maíra.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Triste solidão.

Já tem algumas horas que eu estou olhando repetidamente ao relógio, ouvindo as mesmas músicas que costumo ouvir todas as vezes que fico assim: só e perdida.
Estou esperando o telefone tocar, alguém lembrar que eu continuo aqui.
Deixei escapar um sorriso com a louca idéia de sair gritando a noite pelas ruas, em busca de companhia, de alguém como eu. Uma metade... Incompleto. Mas felizmente, foi apenas um lapso de loucura.
Quantos como eu, estariam necessitando de um pouco de carinho?
E porque nenhum de nós se encontra?
Hoje nem essa solidão que inspira meu cantinho escuro, consegue me fazer escrever pra amenizar a minha angústia.
Já falei com Deus, deixei claro meu pensar... Mas nem sei se ele ouviu.
Ninguém ligou ainda, vou parar de escrever, contar mais trinta minutos no relógio e me recolher. Mais uma noite de triste solidão.
Eu choro sozinha mais uma vez.

Maíra.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Saudades!

Saudades das pessoas que me ofereceram e me oferecem sempre um porto seguro.
Saudades de alguns sorrisos
De algumas palavras
Saudades dos olhares sinceros...
Saudades da mais perfeita cumplicidade
Saudades do carinho.
Saudade...
Quanta saudade eu sinto...
Escorrem as lágrimas.

Maíra.



*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Rapel...Mick...Fabio
Pessoas Especiais por todo sempre.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Descubra

Não choras tua solidão...
Não desesperas
Não fujas, nem corras do abismo
Que construístes dentro de ti.

Não te abales com o medo
Não padeças só
Não te entregues
Nem permaneças na escuridão.

Busca a luz que tu mesmo ofuscaste dentro de ti
Tire o véu da sombra que cobre teu coração
Descubras o amor e glorifique a tua alma.
Exalte em ti, tudo o que for felicidade, apenas.

Maíra

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Eclipse

Hoje a noite olhe para o céu.
Mire seus sonhos em alguma constelação.
Desvende os mistérios, decifre seus enigmas.
Deixe as respostas soltas por entre as estrelas.

Estaremos unidos com o coração.
Eu também estarei olhando as estrelas
Fazendo planos a nós dois...
Vou refletir meus sonhos neste céu.
Vou mirar uma estrela, e por esta estrela
Chegar até você.

A lua surgirá tímida
Mas com a beleza clara de quem reina este céu.
Não sabe ela que esta noite
Será selado o encontro de duas almas.
Serão nossos sonhos se entrelaçando nas estrelas.

Serão nossos corpos se juntando, mesmo que distantes.
E no momento em que a lua começar a escurecer,
Não se assuste, não feche seus olhos,
Mas veja o momento da magia
Em que as nossas almas se encontrarão
Num total eclipse do amor...

Maíra.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Meu caminho...

Eu faço o meu caminho todos os dias...
Eu planto nele os meus sonhos.
E nesse caminho eu observo as coisas que Deus já fez por mim, e é tudo tão lindo, tão cheio de esplendor...
Eu sempre me perco neste caminho.
Mas eu adoro ter que voltar pra me encontrar e poder ver tudo de novo.
E cada dia é diferente do outro, as nuvens trocam o seu desenho.
O sol reserva um espetáculo a cada entardecer...
Às vezes até a chuva fica colorida, e o céu com seu tabuleiro de cores,
faz nascer um sorriso no rosto de quem o vê.
E quando nada parece fazer sentido,
o que tinha de ser feito, já foi.
Percebemos que a vida não é coisa à toa.
E que apenas existir, seria um desperdício de espaço,
se não tocamos o coração das pessoas.

Maíra.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Deixa chover...

Chove chuvinha...
Escorre no meu coração as suas águas...

Eu quero que chova apenas pra eu ficar ao seu lado
Pegar em seus braços e cortar a chuva
Sentindo nos ombros pingos molhados, gotejados pelo guarda-chuva...
Eu quero dividir o meu espaço seguro com você.
Quero te abrigar junto ao meu abraço...
Refugiar você da noite fria, da chuva que cai lá fora.

Deixa a chuva molhar os teus lábios e vem beijar os meus com seu beijo molhado.
Deixa a chuva molhar teu corpo
Vem, deixe-me enxugar-te.
Posso te secar com meu calor,
Ou molhar-te ainda mais com nosso suor...

Chove chuvinha...
Molha o meu peito, lava-me de paixão.
É tão cedo ainda pra cessar suas águas.
A chuva mal começou e já inundou meu coração.

Mal sabe ele que feliz eu fico quando estás a chover
Não sabe dos “chuviscos” felizes...
Não sabe nem nunca vai saber...

Então...
Chove chuvinha...
Chove e deixa chover!

Maíra.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Querer...!

Eu jamais poderia negar que desejei a sua boca desde o primeiro momento que o vi.
Estaria mentindo a mim mesma se te dissesse que nada senti todas as vezes que te abracei que te toquei as mãos, que te beijei o rosto.
Eu mentiria se dissesse que o meu coração nada sentiu cada vez que eu te olhei nos olhos.
Seria absurdo dizer que nunca desejei ter você de corpo, alma e coração. E ainda desejo.
Desejo que você não seja mais meu amigo, que não fale de mim referindo-se a uma simples amizade.
Quero-te como homem, como amante, como ser amado que eu farei que você seja.
Não te quero como paz, nem como meu “sim”, apenas. Quero-te como tempestade, quero que seja “não” para completar o meu “sim”.
Quero que seja o meio e fim desse meu começo, ou a eternidade do meu amor que deseja te amar.
Não precisa ser chama, não me importarei que seja rotina. Serei fogo ardendo em paixão, serei mulher, céu e inferno. Serei brinquedo em suas mãos, refúgio para escapar do tédio.
Não me culpe se não puder guardar teus segredos, ouvir tuas histórias, perdoe-me se eu não quiser saber mais dos teus medos.
Meu coração recusa a chamar-te apenas de amigo.
Posso te dar muito mais do que simples cumplicidade.
Eu te jurarei amor eterno.

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Não iria deixar de ser uma proposta indecente, propor-lhe apenas um minuto do seu tempo e provar do seu beijo, visto que por mais simples que seja meu desejo, por mais inocente que seja esta paixão, seria imoral desfrutar o gosto dos lábios de quem já pertence ao coração de alguém.
A proposta eu retirei, mas a vontade ficou contida aqui no meu peito.
Sinto por apaixonar-me tão de repente.

Maíra.

Domingo comum...

É apenas um domingo comum. Sem rimas, sem poesia. Mas é uma data da qual eu gosto muito, 10 de fevereiro. Não por ser fevereiro, nem domingo, mas pelo dia 10, meu número preferido.
Está um dia de sol lindo lá fora, eu sei por que ouço os pássaros alvoroçados, numa alegre cantoria. Da minha janela, entre as cortinas, vejo inúmeros feixes de raios de sol que cortam o ambiente.
Tarde quente de verão.
Deve haver 10 motivos hoje para que eu pare de escrever e aproveite o dia. Mas hoje eu prefiro aproveitar meu silêncio junto aos meus pensamentos e a caneta, que me faz companhia.

Maíra

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Poeiras lunares I

"Que os bons ventos continuem soprando sorrisos como os teus. Foi maravilhoso descobrí-lo"

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"Que todas as noites sejam banhadas por um farol de branca luz, rodeada de gotas cintilantes. Se alguma vez não for assim, me contentarei com um sorriso seu"

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"Obrigada pelo cuidado, pelos sorrisos, pela noite salpicada de chuviscos felizes. A noite não teria sido a mesma se não fosse pela sua companhia"

Maíra.




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Sono...

Quero fechar meus olhos para o sono, mas o sono não vem. Quando o sono vem eu não fecho os meus olhos. E os nossos desejos se desencontram no tempo. O tempo passa enquanto escrevo. Dou um tempo para o sono que vem, mas não fecho os olhos porque escrevo sem parar estas linhas que vão surgindo no meu pensamento. Fecho os olhos pra que surjam mais palavras e o sono quase que me encontra.
O sono deita ao meu lado percebendo meu cansaço, finjo ignorá-lo, acompanho a música no rádio ainda sem saber cantá-la e o sono volta.
O sono insiste em me fazer adormecer, mas meus olhos permanecem apenas cerrados. O sono entra, mas logo se vai. Também não quero mais a tua companhia, esse sono que sempre me traz sonhos irreais. E eu não quero mais sonhar pra depois ter que abrir mão dos meus sonhos.
Sonhos que não posso sonhar de olhos abertos, sonhos que apenas o sono me traz...

Maíra.

Teu sol

Deixe-me ser teu sol.
Deixe-me pintar o seu dia com o dourado que reluz dos meus raios.
Deixe-me te aquecer nos dias frios.
Vem derreter-se de calor, desfrutar de mim, teu sol...
Deixe-me acordar de manhãzinha, invadir aos poucos tua janela, espantar teu sono. Despertar em ti toda alegria. Deixa eu te fazer deslumbrar o meu entardecer, encantar-te com as minhas cores num pôr-do-sol ao fim da tarde...
Deixe-me bronzear teu corpo, pintar de moreno tua escultura corporal. Tingir teu corpo de “cor-de-sol”...
Deixa que eu prepare o teu dia.
Eu brilharei do raiar da manhã até o crepúsculo.
Eu ensaiarei o canto dos pássaros
Eu também posso coreografar o bailar das borboletas, pintar as flores com suas cores preferidas.
Deixe-me ser o teu sol que eu alegrarei teus dias de chuva, eu pintarei arco-íris pra colorir teu céu.
Aceite que eu seja teu sol, que eu serei pra sempre sua.

Maíra.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Ao Papai!

14 de janeiro
2 dias atrás...
O dia em que Deus colocou no mundo quem um dia plantou uma sementinha que viesse a ser eu.
Ele é meu pai e minha mãe. Meu amigo, meu espelho, minha paz, meu refúgio, minha alegria de viver.
A pessoa mais importante da minha vida.
Ele foi meu brinquedo, foi quem me deu o que brincar e quem brincou comigo. Ele foi quem me buscou e levou na escola, quem eu compartilhei todas as minhas bagunças. Ele foi quem sempre adorou ver as minhas notas. Ele quem sempre me fez comidas gostosas.
Sempre soube todos os meus gostos, as músicas preferidas, meus medos (principalmente o de aranha, rs), minhas vontades e metas. Ele que sempre se alegrou e sorriu comigo todas as minhas conquistas.
Era ele quem jogava dominó a noite comigo quando a gente não tinha nada pra fazer. Ele quem sempre fez guerra de almofadas comigo na sala, escondido da mamãe. Ele nunca se importou das vezes que deixei brinquedos espalhados pelo chão.
Foi ele quem acordou diversas noites pra massagear as minhas pernas com remédio quando eu chorava de dor. Foi ele que me acompanhou em todos os lugares que eu precisei. Ele foi e é meu amparo, meu guia, o super-herói que toda criança quer ter. E eu achava mesmo que ele fosse um todas as vezes que ele me carregava no colo e eu ficava lá no alto, no colo de quem sempre enfrentou tudo e todos por mim.
É por ele que eu sou quem sou e é por mim que ele se mantém assim, indestrutível, porque ele sabe que sem ele eu não sou nada e nunca seria se ele não existisse.
É o amor mais lindo e verdadeiro que se possa existir. E mesmo que ele não diga uma palavra eu sinto plenamente esse amor e sei que ele também sente.
Ele é tudo o que me faz feliz. Minha metade do amor. O amor eterno e incondicional. Meu único e insubstituível PAI.
Te amo por toda a minha vida. Parabéns pelo seu aniversário!

De sua filha Maíra.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Apenas solidão

Hoje eu nem sinto vontade de escrever. Totalmente sem espírito pra poesia. Já ouvi algumas dezenas de vezes as mesmas músicas em diversas seqüências. Já dormi tanto que até me cansei. Separei algumas tarefas comuns pra se fazer, mas nada fiz e o que fiz deixei pela metade.
Também não quis dizer uma palavra, uma frase, nem que fosse “boa tarde”, “como vai?” ou “não estou bem”. Bastou apenas o meu silêncio. Passei um dia em vão da minha vida. Sem nenhum proveito... Só a solidão que se aproveitou de mim...
E eu já desejei tantas vezes que ela me deixasse, já inventei diversas maneiras pra que ela se fosse, mas nada que eu tenha feito adiantou. Tudo porque ela não é um laço frágil, presa por um fio fraco do lado de fora, mas um cordão de aço bem preso e cheio de nós por dentro. E esse laço eu ainda não sei como desatar e a cada dia que passa mais apertado ele fica. Eu sei quando dói porque eu choro de dor... Eu choro mais ainda, porque além de doer eu não sei como desatar esses nós que prende a solidão no meu peito. Eu choro porque essa dor transborda todos os dias dentro de mim e às vezes de forma incontrolável. E eu sei que vou chorar enquanto essa dor existir, enquanto ela estiver atada dentro do peito. E assim enquanto for solidão, sempre terão esses dias tristes, nublados pelos meus olhos, quietos pelo meu silêncio. Eu mais a solidão.

Maíra

O que eu não tenho...

Um homem, uma mulher, dois corações.
Apenas amor...
Eles têm música que marcou o romance
Tem fotos, tem lugares preferidos.
Tem presentes trocados
Tem saudades um do outro
Eles têm a cumplicidade mútua.
Tem um ao outro numa noite fria
Tem os beijos compartilhados
Tem um único sentimento em dois corações.
Eles tem o desejo, a paixão
Eles têm duas almas que se protegem
Duas almas que se entregam...
Dois caminhos unidos.
Eles têm o amor
Eu não o tenho e nem ele me tem
Eu poderia ter todas as coisas materiais desse mundo
Mas desejo apenas o que eles têm.

Maíra

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Comece por você!

Sabe que...
Início de ano é sempre aquela sensação de recomeço, aquela idéia de “começar de novo!”. Penso que se nós mesmos não mudarmos, nada será novo nem diferente, além do próprio ano. O ano presente não vai assinar um decreto de que a partir do seu 1° de janeiro tudo que foi ruim passará a ser bom, nem de que as pessoas num passe de mágica serão mais generosas, conscientes. Ninguém vai arrumar um emprego só porque um novo ano recomeçou. Ninguém vai de uma hora para outra reconhecer o quanto é importante que se plante uma árvore, que se preze pela vida em geral. Nem se casar e muito menos aprender a amar ou a perdoar alguém da noite para o dia. Tudo porque sentimentos nós construímos, conquistamos ou certas vezes percebemos com alguns anos de vivência e convivência.
E para que isso aconteça, não é necessário esperar sempre que um novo ano venha a substituir o antigo. Não importa se é janeiro, fevereiro, agosto ou dezembro. As mudanças surgem a partir de nós. As esperanças guardadas, a vontade de ser e fazer diferente não possuem calendário, nem escolhem dias ou meses, eles se manifestam dentro da gente em qualquer época do ano, de nossas vidas, basta querer.
Tudo que vivemos é uma seqüência de desafios, conquistas, grandes vitórias. E se isso tudo não começar a partir de nós mesmos, nem que todos os dias do ano sejam 1º de janeiro, as coisas nunca começarão diferente.
Porque o segredo não está num novo ano, mas nas novas idéias e atitudes, em um novo "eu", começando por você.

Maíra.

Banquinho

Eu esperei você me buscar no trabalho
Eu calcei os sapatos
Te esperando pra nossa caminhada
Eu tranquei as portas
Fechei as janelas
Sentei no banquinho perto da calçada
pra gente sair contando os passos
De passos largos
Pulando as faixas
Pintadas no asfalto
Te esperei como você me pediu
Sem pressa, contando as horas
pra gente passear de mãos dadas
Eu sentei em frente a minha casa
Na banquinho baixinho
Com as pernas dobradas
Mão no queixo, olhar atento
a quem passava
Desejando a sua chegada
Mas você passou e não me viu
Distante nem sorriu
Talvez seja culpa do banquinho
pequenino que quase nem se nota
Ou sejam as pessoas indo e vindo
Distraído nem olhou em volta
E eu fiquei sentada, cabisbaixa
Sem saber o que aconteceu
Prometeu me pegar no trabalho
Mas nem em casa apareceu
Passou ao lado fingindo que esqueceu
Ou fingimento não houve
Partiu mesmo sem se despedir
Deixando só as esperanças
Partiu sem dizer adeus...

Maíra

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Enganos...

Por vezes e vezes
pessoas se enganam com pessoas
A gente vê o que quer ver
A gente enxerga a capa que recobre a alma
Quando não sabemos ao certo o que compõe tantos sentimentos

O bem as vezes reveste o mal
Assim como o mal as vezes se passa pelo bem.
Eu já dei um sorriso enquanto por dentro gritava de dor...
Já fingi desapego quando o que eu queria era a permanência em minha vida
Já fui paciente estando com raiva
Disse palavras de conforto quando eu quis xingar o mundo
Fiz um carinho pensando numa bofetada

Disse sim quando eu queria dizer não.
Ou não quando sim...
Já silenciei meus gritos
Sequei por dentro as lágrimas
Engasguei gemidos
Perdi diversas vezes a fala
Quando eu mais precisava ter dito.

Assim as pessoas se enganaram comigo
Quando me viram sorrir achando que era felicidade
Quando algumas vezes me viram chorar achando que
era a tristeza que me cercava.
Assim eu também fui enganada

E eu não culpo pessoas
Não julgo as coisas que eu também não queria ser julgada.
Não quero ser boa sendo má
Nem má por ser boa.

Ser quem sabe eu, sem camuflar tanto sentimentos
Sem enganar a alegria, sem desprezar a tristeza
Sem fingir aquilo que eu sinto.
Sendo simpática, estando alegre,
Estando triste ou com raiva.

Maíra.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Início de ano...!

1º de janeiro
Madrugada, recente virada
Ainda ouço o barulho dos fogos
que eu não vi
Vejo somente o clarão entre as montanhas
De várias cores
Vultos coloridos de luz

Penso como tudo poderia ter sido diferente
Saio a procura do seu abraço
Busca inútil
Recomeço da minha solidão
Início da caminhada sozinha
Na rua dos desejos, esquina com a ilusão.

Nem um Feliz Ano Novo
Nem um encontro inesperado
Ninguém pra compartilhar meus planos
Ninguém pra contar meus sonhos
Ninguém pra amar
Ninguém está me procurando

Olhei tantas vezes para o telefone
Escrevi mensagem mas não enviei
Eu cansei de esperar, já desisti
Parei de acreditar...

É mais um ano que vem de espera
Eu já esperei tanto tempo.
Dezembro sem você ficou inacabado
Fim de ano incompleto.

Maíra