"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"

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Bragança Pta, SP, Brazil
Ousarei um pouco daquilo que sou, do que possuo e represento. Apenas eu... Nem menina, nem mulher, nem mimada, nem vivida... Só Maíra.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Ao Papai!

14 de janeiro
2 dias atrás...
O dia em que Deus colocou no mundo quem um dia plantou uma sementinha que viesse a ser eu.
Ele é meu pai e minha mãe. Meu amigo, meu espelho, minha paz, meu refúgio, minha alegria de viver.
A pessoa mais importante da minha vida.
Ele foi meu brinquedo, foi quem me deu o que brincar e quem brincou comigo. Ele foi quem me buscou e levou na escola, quem eu compartilhei todas as minhas bagunças. Ele foi quem sempre adorou ver as minhas notas. Ele quem sempre me fez comidas gostosas.
Sempre soube todos os meus gostos, as músicas preferidas, meus medos (principalmente o de aranha, rs), minhas vontades e metas. Ele que sempre se alegrou e sorriu comigo todas as minhas conquistas.
Era ele quem jogava dominó a noite comigo quando a gente não tinha nada pra fazer. Ele quem sempre fez guerra de almofadas comigo na sala, escondido da mamãe. Ele nunca se importou das vezes que deixei brinquedos espalhados pelo chão.
Foi ele quem acordou diversas noites pra massagear as minhas pernas com remédio quando eu chorava de dor. Foi ele que me acompanhou em todos os lugares que eu precisei. Ele foi e é meu amparo, meu guia, o super-herói que toda criança quer ter. E eu achava mesmo que ele fosse um todas as vezes que ele me carregava no colo e eu ficava lá no alto, no colo de quem sempre enfrentou tudo e todos por mim.
É por ele que eu sou quem sou e é por mim que ele se mantém assim, indestrutível, porque ele sabe que sem ele eu não sou nada e nunca seria se ele não existisse.
É o amor mais lindo e verdadeiro que se possa existir. E mesmo que ele não diga uma palavra eu sinto plenamente esse amor e sei que ele também sente.
Ele é tudo o que me faz feliz. Minha metade do amor. O amor eterno e incondicional. Meu único e insubstituível PAI.
Te amo por toda a minha vida. Parabéns pelo seu aniversário!

De sua filha Maíra.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Apenas solidão

Hoje eu nem sinto vontade de escrever. Totalmente sem espírito pra poesia. Já ouvi algumas dezenas de vezes as mesmas músicas em diversas seqüências. Já dormi tanto que até me cansei. Separei algumas tarefas comuns pra se fazer, mas nada fiz e o que fiz deixei pela metade.
Também não quis dizer uma palavra, uma frase, nem que fosse “boa tarde”, “como vai?” ou “não estou bem”. Bastou apenas o meu silêncio. Passei um dia em vão da minha vida. Sem nenhum proveito... Só a solidão que se aproveitou de mim...
E eu já desejei tantas vezes que ela me deixasse, já inventei diversas maneiras pra que ela se fosse, mas nada que eu tenha feito adiantou. Tudo porque ela não é um laço frágil, presa por um fio fraco do lado de fora, mas um cordão de aço bem preso e cheio de nós por dentro. E esse laço eu ainda não sei como desatar e a cada dia que passa mais apertado ele fica. Eu sei quando dói porque eu choro de dor... Eu choro mais ainda, porque além de doer eu não sei como desatar esses nós que prende a solidão no meu peito. Eu choro porque essa dor transborda todos os dias dentro de mim e às vezes de forma incontrolável. E eu sei que vou chorar enquanto essa dor existir, enquanto ela estiver atada dentro do peito. E assim enquanto for solidão, sempre terão esses dias tristes, nublados pelos meus olhos, quietos pelo meu silêncio. Eu mais a solidão.

Maíra

O que eu não tenho...

Um homem, uma mulher, dois corações.
Apenas amor...
Eles têm música que marcou o romance
Tem fotos, tem lugares preferidos.
Tem presentes trocados
Tem saudades um do outro
Eles têm a cumplicidade mútua.
Tem um ao outro numa noite fria
Tem os beijos compartilhados
Tem um único sentimento em dois corações.
Eles tem o desejo, a paixão
Eles têm duas almas que se protegem
Duas almas que se entregam...
Dois caminhos unidos.
Eles têm o amor
Eu não o tenho e nem ele me tem
Eu poderia ter todas as coisas materiais desse mundo
Mas desejo apenas o que eles têm.

Maíra

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Comece por você!

Sabe que...
Início de ano é sempre aquela sensação de recomeço, aquela idéia de “começar de novo!”. Penso que se nós mesmos não mudarmos, nada será novo nem diferente, além do próprio ano. O ano presente não vai assinar um decreto de que a partir do seu 1° de janeiro tudo que foi ruim passará a ser bom, nem de que as pessoas num passe de mágica serão mais generosas, conscientes. Ninguém vai arrumar um emprego só porque um novo ano recomeçou. Ninguém vai de uma hora para outra reconhecer o quanto é importante que se plante uma árvore, que se preze pela vida em geral. Nem se casar e muito menos aprender a amar ou a perdoar alguém da noite para o dia. Tudo porque sentimentos nós construímos, conquistamos ou certas vezes percebemos com alguns anos de vivência e convivência.
E para que isso aconteça, não é necessário esperar sempre que um novo ano venha a substituir o antigo. Não importa se é janeiro, fevereiro, agosto ou dezembro. As mudanças surgem a partir de nós. As esperanças guardadas, a vontade de ser e fazer diferente não possuem calendário, nem escolhem dias ou meses, eles se manifestam dentro da gente em qualquer época do ano, de nossas vidas, basta querer.
Tudo que vivemos é uma seqüência de desafios, conquistas, grandes vitórias. E se isso tudo não começar a partir de nós mesmos, nem que todos os dias do ano sejam 1º de janeiro, as coisas nunca começarão diferente.
Porque o segredo não está num novo ano, mas nas novas idéias e atitudes, em um novo "eu", começando por você.

Maíra.

Banquinho

Eu esperei você me buscar no trabalho
Eu calcei os sapatos
Te esperando pra nossa caminhada
Eu tranquei as portas
Fechei as janelas
Sentei no banquinho perto da calçada
pra gente sair contando os passos
De passos largos
Pulando as faixas
Pintadas no asfalto
Te esperei como você me pediu
Sem pressa, contando as horas
pra gente passear de mãos dadas
Eu sentei em frente a minha casa
Na banquinho baixinho
Com as pernas dobradas
Mão no queixo, olhar atento
a quem passava
Desejando a sua chegada
Mas você passou e não me viu
Distante nem sorriu
Talvez seja culpa do banquinho
pequenino que quase nem se nota
Ou sejam as pessoas indo e vindo
Distraído nem olhou em volta
E eu fiquei sentada, cabisbaixa
Sem saber o que aconteceu
Prometeu me pegar no trabalho
Mas nem em casa apareceu
Passou ao lado fingindo que esqueceu
Ou fingimento não houve
Partiu mesmo sem se despedir
Deixando só as esperanças
Partiu sem dizer adeus...

Maíra

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Enganos...

Por vezes e vezes
pessoas se enganam com pessoas
A gente vê o que quer ver
A gente enxerga a capa que recobre a alma
Quando não sabemos ao certo o que compõe tantos sentimentos

O bem as vezes reveste o mal
Assim como o mal as vezes se passa pelo bem.
Eu já dei um sorriso enquanto por dentro gritava de dor...
Já fingi desapego quando o que eu queria era a permanência em minha vida
Já fui paciente estando com raiva
Disse palavras de conforto quando eu quis xingar o mundo
Fiz um carinho pensando numa bofetada

Disse sim quando eu queria dizer não.
Ou não quando sim...
Já silenciei meus gritos
Sequei por dentro as lágrimas
Engasguei gemidos
Perdi diversas vezes a fala
Quando eu mais precisava ter dito.

Assim as pessoas se enganaram comigo
Quando me viram sorrir achando que era felicidade
Quando algumas vezes me viram chorar achando que
era a tristeza que me cercava.
Assim eu também fui enganada

E eu não culpo pessoas
Não julgo as coisas que eu também não queria ser julgada.
Não quero ser boa sendo má
Nem má por ser boa.

Ser quem sabe eu, sem camuflar tanto sentimentos
Sem enganar a alegria, sem desprezar a tristeza
Sem fingir aquilo que eu sinto.
Sendo simpática, estando alegre,
Estando triste ou com raiva.

Maíra.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Início de ano...!

1º de janeiro
Madrugada, recente virada
Ainda ouço o barulho dos fogos
que eu não vi
Vejo somente o clarão entre as montanhas
De várias cores
Vultos coloridos de luz

Penso como tudo poderia ter sido diferente
Saio a procura do seu abraço
Busca inútil
Recomeço da minha solidão
Início da caminhada sozinha
Na rua dos desejos, esquina com a ilusão.

Nem um Feliz Ano Novo
Nem um encontro inesperado
Ninguém pra compartilhar meus planos
Ninguém pra contar meus sonhos
Ninguém pra amar
Ninguém está me procurando

Olhei tantas vezes para o telefone
Escrevi mensagem mas não enviei
Eu cansei de esperar, já desisti
Parei de acreditar...

É mais um ano que vem de espera
Eu já esperei tanto tempo.
Dezembro sem você ficou inacabado
Fim de ano incompleto.

Maíra