"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"

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Bragança Pta, SP, Brazil
Ousarei um pouco daquilo que sou, do que possuo e represento. Apenas eu... Nem menina, nem mulher, nem mimada, nem vivida... Só Maíra.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Apenas solidão

Hoje eu nem sinto vontade de escrever. Totalmente sem espírito pra poesia. Já ouvi algumas dezenas de vezes as mesmas músicas em diversas seqüências. Já dormi tanto que até me cansei. Separei algumas tarefas comuns pra se fazer, mas nada fiz e o que fiz deixei pela metade.
Também não quis dizer uma palavra, uma frase, nem que fosse “boa tarde”, “como vai?” ou “não estou bem”. Bastou apenas o meu silêncio. Passei um dia em vão da minha vida. Sem nenhum proveito... Só a solidão que se aproveitou de mim...
E eu já desejei tantas vezes que ela me deixasse, já inventei diversas maneiras pra que ela se fosse, mas nada que eu tenha feito adiantou. Tudo porque ela não é um laço frágil, presa por um fio fraco do lado de fora, mas um cordão de aço bem preso e cheio de nós por dentro. E esse laço eu ainda não sei como desatar e a cada dia que passa mais apertado ele fica. Eu sei quando dói porque eu choro de dor... Eu choro mais ainda, porque além de doer eu não sei como desatar esses nós que prende a solidão no meu peito. Eu choro porque essa dor transborda todos os dias dentro de mim e às vezes de forma incontrolável. E eu sei que vou chorar enquanto essa dor existir, enquanto ela estiver atada dentro do peito. E assim enquanto for solidão, sempre terão esses dias tristes, nublados pelos meus olhos, quietos pelo meu silêncio. Eu mais a solidão.

Maíra

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