"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"

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Bragança Pta, SP, Brazil
Ousarei um pouco daquilo que sou, do que possuo e represento. Apenas eu... Nem menina, nem mulher, nem mimada, nem vivida... Só Maíra.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Banquinho

Eu esperei você me buscar no trabalho
Eu calcei os sapatos
Te esperando pra nossa caminhada
Eu tranquei as portas
Fechei as janelas
Sentei no banquinho perto da calçada
pra gente sair contando os passos
De passos largos
Pulando as faixas
Pintadas no asfalto
Te esperei como você me pediu
Sem pressa, contando as horas
pra gente passear de mãos dadas
Eu sentei em frente a minha casa
Na banquinho baixinho
Com as pernas dobradas
Mão no queixo, olhar atento
a quem passava
Desejando a sua chegada
Mas você passou e não me viu
Distante nem sorriu
Talvez seja culpa do banquinho
pequenino que quase nem se nota
Ou sejam as pessoas indo e vindo
Distraído nem olhou em volta
E eu fiquei sentada, cabisbaixa
Sem saber o que aconteceu
Prometeu me pegar no trabalho
Mas nem em casa apareceu
Passou ao lado fingindo que esqueceu
Ou fingimento não houve
Partiu mesmo sem se despedir
Deixando só as esperanças
Partiu sem dizer adeus...

Maíra

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