"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"

Minha foto
Bragança Pta, SP, Brazil
Ousarei um pouco daquilo que sou, do que possuo e represento. Apenas eu... Nem menina, nem mulher, nem mimada, nem vivida... Só Maíra.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Eclipse

Hoje a noite olhe para o céu.
Mire seus sonhos em alguma constelação.
Desvende os mistérios, decifre seus enigmas.
Deixe as respostas soltas por entre as estrelas.

Estaremos unidos com o coração.
Eu também estarei olhando as estrelas
Fazendo planos a nós dois...
Vou refletir meus sonhos neste céu.
Vou mirar uma estrela, e por esta estrela
Chegar até você.

A lua surgirá tímida
Mas com a beleza clara de quem reina este céu.
Não sabe ela que esta noite
Será selado o encontro de duas almas.
Serão nossos sonhos se entrelaçando nas estrelas.

Serão nossos corpos se juntando, mesmo que distantes.
E no momento em que a lua começar a escurecer,
Não se assuste, não feche seus olhos,
Mas veja o momento da magia
Em que as nossas almas se encontrarão
Num total eclipse do amor...

Maíra.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Meu caminho...

Eu faço o meu caminho todos os dias...
Eu planto nele os meus sonhos.
E nesse caminho eu observo as coisas que Deus já fez por mim, e é tudo tão lindo, tão cheio de esplendor...
Eu sempre me perco neste caminho.
Mas eu adoro ter que voltar pra me encontrar e poder ver tudo de novo.
E cada dia é diferente do outro, as nuvens trocam o seu desenho.
O sol reserva um espetáculo a cada entardecer...
Às vezes até a chuva fica colorida, e o céu com seu tabuleiro de cores,
faz nascer um sorriso no rosto de quem o vê.
E quando nada parece fazer sentido,
o que tinha de ser feito, já foi.
Percebemos que a vida não é coisa à toa.
E que apenas existir, seria um desperdício de espaço,
se não tocamos o coração das pessoas.

Maíra.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Deixa chover...

Chove chuvinha...
Escorre no meu coração as suas águas...

Eu quero que chova apenas pra eu ficar ao seu lado
Pegar em seus braços e cortar a chuva
Sentindo nos ombros pingos molhados, gotejados pelo guarda-chuva...
Eu quero dividir o meu espaço seguro com você.
Quero te abrigar junto ao meu abraço...
Refugiar você da noite fria, da chuva que cai lá fora.

Deixa a chuva molhar os teus lábios e vem beijar os meus com seu beijo molhado.
Deixa a chuva molhar teu corpo
Vem, deixe-me enxugar-te.
Posso te secar com meu calor,
Ou molhar-te ainda mais com nosso suor...

Chove chuvinha...
Molha o meu peito, lava-me de paixão.
É tão cedo ainda pra cessar suas águas.
A chuva mal começou e já inundou meu coração.

Mal sabe ele que feliz eu fico quando estás a chover
Não sabe dos “chuviscos” felizes...
Não sabe nem nunca vai saber...

Então...
Chove chuvinha...
Chove e deixa chover!

Maíra.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Querer...!

Eu jamais poderia negar que desejei a sua boca desde o primeiro momento que o vi.
Estaria mentindo a mim mesma se te dissesse que nada senti todas as vezes que te abracei que te toquei as mãos, que te beijei o rosto.
Eu mentiria se dissesse que o meu coração nada sentiu cada vez que eu te olhei nos olhos.
Seria absurdo dizer que nunca desejei ter você de corpo, alma e coração. E ainda desejo.
Desejo que você não seja mais meu amigo, que não fale de mim referindo-se a uma simples amizade.
Quero-te como homem, como amante, como ser amado que eu farei que você seja.
Não te quero como paz, nem como meu “sim”, apenas. Quero-te como tempestade, quero que seja “não” para completar o meu “sim”.
Quero que seja o meio e fim desse meu começo, ou a eternidade do meu amor que deseja te amar.
Não precisa ser chama, não me importarei que seja rotina. Serei fogo ardendo em paixão, serei mulher, céu e inferno. Serei brinquedo em suas mãos, refúgio para escapar do tédio.
Não me culpe se não puder guardar teus segredos, ouvir tuas histórias, perdoe-me se eu não quiser saber mais dos teus medos.
Meu coração recusa a chamar-te apenas de amigo.
Posso te dar muito mais do que simples cumplicidade.
Eu te jurarei amor eterno.

**-**-**-**-**-**-**-**-**-**-**-**-**-**-**-**-**-**-**-**-**-**-** -**-**

Não iria deixar de ser uma proposta indecente, propor-lhe apenas um minuto do seu tempo e provar do seu beijo, visto que por mais simples que seja meu desejo, por mais inocente que seja esta paixão, seria imoral desfrutar o gosto dos lábios de quem já pertence ao coração de alguém.
A proposta eu retirei, mas a vontade ficou contida aqui no meu peito.
Sinto por apaixonar-me tão de repente.

Maíra.

Domingo comum...

É apenas um domingo comum. Sem rimas, sem poesia. Mas é uma data da qual eu gosto muito, 10 de fevereiro. Não por ser fevereiro, nem domingo, mas pelo dia 10, meu número preferido.
Está um dia de sol lindo lá fora, eu sei por que ouço os pássaros alvoroçados, numa alegre cantoria. Da minha janela, entre as cortinas, vejo inúmeros feixes de raios de sol que cortam o ambiente.
Tarde quente de verão.
Deve haver 10 motivos hoje para que eu pare de escrever e aproveite o dia. Mas hoje eu prefiro aproveitar meu silêncio junto aos meus pensamentos e a caneta, que me faz companhia.

Maíra

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Poeiras lunares I

"Que os bons ventos continuem soprando sorrisos como os teus. Foi maravilhoso descobrí-lo"

*** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** ***

"Que todas as noites sejam banhadas por um farol de branca luz, rodeada de gotas cintilantes. Se alguma vez não for assim, me contentarei com um sorriso seu"

*** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** *** ***

"Obrigada pelo cuidado, pelos sorrisos, pela noite salpicada de chuviscos felizes. A noite não teria sido a mesma se não fosse pela sua companhia"

Maíra.




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Sono...

Quero fechar meus olhos para o sono, mas o sono não vem. Quando o sono vem eu não fecho os meus olhos. E os nossos desejos se desencontram no tempo. O tempo passa enquanto escrevo. Dou um tempo para o sono que vem, mas não fecho os olhos porque escrevo sem parar estas linhas que vão surgindo no meu pensamento. Fecho os olhos pra que surjam mais palavras e o sono quase que me encontra.
O sono deita ao meu lado percebendo meu cansaço, finjo ignorá-lo, acompanho a música no rádio ainda sem saber cantá-la e o sono volta.
O sono insiste em me fazer adormecer, mas meus olhos permanecem apenas cerrados. O sono entra, mas logo se vai. Também não quero mais a tua companhia, esse sono que sempre me traz sonhos irreais. E eu não quero mais sonhar pra depois ter que abrir mão dos meus sonhos.
Sonhos que não posso sonhar de olhos abertos, sonhos que apenas o sono me traz...

Maíra.

Teu sol

Deixe-me ser teu sol.
Deixe-me pintar o seu dia com o dourado que reluz dos meus raios.
Deixe-me te aquecer nos dias frios.
Vem derreter-se de calor, desfrutar de mim, teu sol...
Deixe-me acordar de manhãzinha, invadir aos poucos tua janela, espantar teu sono. Despertar em ti toda alegria. Deixa eu te fazer deslumbrar o meu entardecer, encantar-te com as minhas cores num pôr-do-sol ao fim da tarde...
Deixe-me bronzear teu corpo, pintar de moreno tua escultura corporal. Tingir teu corpo de “cor-de-sol”...
Deixa que eu prepare o teu dia.
Eu brilharei do raiar da manhã até o crepúsculo.
Eu ensaiarei o canto dos pássaros
Eu também posso coreografar o bailar das borboletas, pintar as flores com suas cores preferidas.
Deixe-me ser o teu sol que eu alegrarei teus dias de chuva, eu pintarei arco-íris pra colorir teu céu.
Aceite que eu seja teu sol, que eu serei pra sempre sua.

Maíra.