"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"

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Bragança Pta, SP, Brazil
Ousarei um pouco daquilo que sou, do que possuo e represento. Apenas eu... Nem menina, nem mulher, nem mimada, nem vivida... Só Maíra.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Poeiras Lunares I, II e III

P.L. I

Sabe que hoje ao decidir escrever, fiquei surpresa comigo mesma. Há algum tempo percebi que só conseguia escrever quando sentia algum tipo de “exagero” de sentimento. Fosse esse sentimento a alegria, a tristeza, a saudade... Hoje porém, sinto uma completa harmonia de todos esses sentimentos, todos eles no mais perfeito equilíbrio. O que então me fez escrever?
Talvez tenha sido aquele elogio da semana passada que não sai do meu pensamento, ou aquela gargalhada que soltei com certas palhaçadas de alguém... Pode ser a lembrança de um beijo, o sorriso proporcionado por uma amizade. Pessoas novas? Velhas pessoas? Não sei. Só sei que me sinto bem.
Até voltei a apreciar a companhia do Jack no meu toca CD. Ah que delícia!
Dá até vontade de fechar os olhos e me perder no ritmo que embala a canção, mas não quero parar de escrever...

P.L. II

Friozinho na barriga... Ops!
Borboletas no estômago?! Desde quando? Será?
É tudo culpa do pseudonimo...
Pseudonimo? Nem tente, você não entenderá!

É a comunicação dos gatos
Com um som diferenciado
Troca-se uma vogal e a última letra por uma consoante
Eis que surge um culpado.

A culpa também pode ter sido da bebida
Coisas boas eram comemoradas
Mas foi o gato que bebeu?!
Quem tomou a “cervejada”?

Não havia quatro patas
Nem garras afiadas
Tinha em seus olhos uma vontade (mal) intencionada
Foi um salto perfeito, excelente pegada.

Eu parti, deixei o gato a espera da minha volta.
Gato na verdade não era, mas sua beleza ninguém negava.
Seu nome era que soava como miados de felinos solitários
Soltos na madrugada.

P.L. III

Entender? Deixe para quem viveu.
Gato, bebida, pegada?
Apenas delírios preciosos de quem escreveu.

Maíra.

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