Estou convencida da grosseria incontestável de alguns seres humanos. Felizes os que conseguem escapar desta regra, tornando uma feliz excessão.
Estou cansada de tanta falta de educação, tanta amargura num único coração.
É de um nível tão baixo que chego a ter medo.
Tanta arrogância, tanto desprezo, tanta prosmiscuidade que me envergonho de fazer parte deste mundo, convivendo com pessoas tão pobres de humanidade, pobres de si, pobres da verdade, pobres de verdade.
E diante desse contexto, eu me perco sem saber se me rendo, se resisto ou se simplesmente me dou, se me faço espelho e apenas torno recíproco toda essa desordem, esse caos de desumanidade.
Estou inserida num campo onde não me reconheço, coloco uma máscara de dor quando a esperança se desfaz diante de mim. E por trás desta dor, escondo a revolta e um espírito de luta que por vezes desaparece de mim e me faz querer desistir. Eu penso em desistir, mas não posso.
Nada pode ser mais terrível do que estar amarrada a tanto cinismo em prol da sobrevivência.
É ridículo, inaceitável e triste...
Maíra.

