"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"

Minha foto
Bragança Pta, SP, Brazil
Ousarei um pouco daquilo que sou, do que possuo e represento. Apenas eu... Nem menina, nem mulher, nem mimada, nem vivida... Só Maíra.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Retrospectiva Maíra...

Pensei então em fazer uma retrospectiva.
Relembrar bons e maus momentos. Aqueles momentos que me fizeram feliz, que me fizeram quase chorar, os que realmente chorei, os que me fizeram rolar no chão de tanto rir...
Momentos que hoje ficaram no passado, guardados num baú de recordações, e que sendo bons ou maus, serão certamente inesquecíveis.

2007...
Coração se apaixonou... Tive um namorado. Caso real mesmo tendo início pela internet. Foi tudo muito rápido, tempo curto, mas me fez conhecer um ser de alma inexplicável. Com o mais belo coração que se possa imaginar. Fabio! Hoje meu amigo, meu ouvinte, meu anjo que eu adoro sempre e sempre!
Me apaixonei, me desiludi, sofri... Me apaixonei, me desiludi e sofri... Me apaixonei de novo... Pois é, em um ano essas “paixonites” pegam a gente... E até agora eu ainda sofro com isso e quer saber? Coração não aprende mesmo!

Consegui viver harmoniosamente no trabalho, mesmo com certos “empecilhos”. E com isso mostrei que posso ser (e sou) superior à visão de quem me vê sempre por baixo!

Tive também algumas (várias) decepções, grandes tombos na escada da vida.
Percebi que viver é uma tarefa difícil e que fácil é morrer.
Descobri que um dia você perde o seu papel de “menina indefesa” e passa a querer (ou a precisar) proteger quem um dia o fez por você. (Trecho conturbado de 2007)
Descobri que fazer 20 anos, dependendo do ponto de vista pode ser algo assustador.
Notei que este ano o anestésico da euforia adolescente perdeu totalmente seu efeito, me fazendo enxergar diversas coisas que antes eu não via. Mas confesso, essa transição não foi fácil!
Consegui me desligar de lugares que não me acrescentavam nada. Pude perceber que posso ser (até mais) feliz se não for ao clube (principalmente o Inferninho!), posso sentar na calçada com amigos pra rir, contar histórias, ou ficar em casa, vendo TV, assistir filme com meu pai ou amigos, que certamente será muito mais proveitoso, além de gostoso e divertido!

Dei uma sofisticada no visual e no guarda-roupa! Mudei o cabelo, aposentei certas peças de roupas que hoje nem consigo me imaginar nelas... Resolvi inovar, e era tudo que eu precisava!
Creio que também aprimorei mais meu gosto musical, apesar de não ter deixado de ser um tanto quanto eclética. Mas prefiro assim!
Resolvi aprimorar também meus dotes culinários (que não são muitos)... Mas já me viro bem melhor do que antes! rs.

Descobri que certas diferenças a gente tem que deixar de lado e que desavenças tem de ser superadas. Com isso recuperei a amizade de alguém muito importante: Rafael!
Fiz amigos! Maravilhosos e queridos amigos que vou levar pra sempre no coração!
Também reforcei laços antigos, percebi que amizade verdadeira não se desfaz jamais. Falando em laços, encontrei um laço de amizade lindo, dentro de casa! Ju, minha prima, meu doce de pessoa, minha pirralha preferida!
Ah, só pra constar, eu e a Fran (amizade que teve início na net) continuamos mais amigas do que nunca, eu amo aquela purgante. Eu e a Jujubinha também, sem crises!

Fiz minhas viagens e passeios básicos. Passeei pelos lugares que me agradam, conheci alguns novos... Dentres esses passeios: Ubatuba, Caraguatatuba, Campos do Jordão, Campinas (nossa, como fui a Campinas!), Bragança Paulista, Serra Negra, Monte Sião, Águas de Lindóia, Pedra Bela, Limeira., etc...
Acredite que viagens relâmpagos podem deixar um arrombo enorme no bolso, mas também proporcionar momentos deliciosos! Não tenho arrependimentos disso.
Me arrependi de poucas coisas, quase nada. Normal, e que bom que foram poucas.

Ah! Festas de aniversário, jamais!!! Veremos até o próximo ano se eu agüento excluir esse tipo de comemoração... hehe
E foram tantas festas, shows, “choppadas”... Reuniões com os amigos mais divertidos do mundo!!!

Acho que esse ano eu ganhei um pouco mais de noção de tempo e espaço, mas não vou conseguir explicar aqui como eu cheguei a essa conclusão... rs
Saudade! Sem dúvida foi o ano que mais senti na pele o que realmente é esse sentimento. Saudades do meu amigo Waguinho que ta trabalhando e morando em Porto Seguro, saudades do Fabio em Ubatuba, da Fran no Paraná (Mandaguaçu), saudades da Vivi que está nos States, do Rony e Rapel em Ribeirão Preto, muitas saudades do meus amigos que estão em Sampa, (Mick e Cinti). Saudades de tantas pessoas que mesmo perto, às vezes parecem tão distantes...

Este ano também tive que enfrentar a luta pela CNH. Mas graças a isso fiz diversas amizades, pessoinhas inesquecíveis (Nany, Dairan...) e que me fizeram conhecer mais e mais pessoas que hoje não dispenso por nada na minha vida. Ah! Quanto a habilitação, a luta continua, perdi uma batalha reprovando no exame de carro (raiva!) mas não perdi a guerra! Mostrarei a eles que dirigir é pra quem sabe! Hahaha

Uma das minhas conquistas triunfantes foi a faculdade em 2008! Mais histórias virão com isso!
Fiz tantas besteiras, tantas loucuras, meti os pés pelas mãos, enfiei o pé na jaca, mas ainda assim não deixou de ser perfeito. Algumas coisas poderiam ter sido melhores, menos doídas... Mas não deixou de ser válido, tudo me fortaleceu!

Bem, criei vergonha na cara e fiz esse blog (que alguns já me cobravam) pra postar todos os meus textinhos...
Ah! Não poderia deixar de comentar aqui o acontecimento do ano e que me deu a maior felicidade! “Curintia” jogando agora na segundona! Eita time pra me dar alegria... hahaha.

Resumidamente, bem resumido mesmo, é isto!
Não dá pra falar de todas as minhas aventuras e de cada um que passou pela minha vida, visto que até participar de um programa de namoro na TV eu participei... hahahaha... (culpa da Juliana). Sem dúvida foi tudo muito especial.
Fica aqui o meu obrigado, a minha saudade de todos que estão longe, o meu carinho e pra sempre a minha amizade!
Deixo aqui alguns nomes que guardam em si toda minha admiração. São pessoas que de alguma forma contribuíram para um 2007 especial e inesquecível, mesmo que tenha sido com um sorriso, um abraço...

*Todos da minha família, em especial pai, mãe, avó, tio Adilson, prima Ju e primo Miguel. Continuando... Jujubinha, Mateus, Dr. Marco, Joel, Cintiele, Nany, Dairan, Mariana, Wil, Wellington, Alisson, Renato Oliveira, Rafael Pompeu, Brunão, Beto, Josiane, Kátia, Fran, Fabio, Chester, Douglas Mineiro, Marcelo, Dirceu, Rogério, Paulo Palazi, Aneskiter, Marcio José, Renato O. Santos, Netoloro, Waguinho, Fernando, Jair, Fundelo, Dani Galligani, Erikinho, Ronaldo, Juliana Fávero, Daniel Prates, Cristiane, Rodolfo, Guilherme, Dioguinho, Sinval, Silmara, Vivi, Rony, Rapel, Val, Ana Paula, Ariana, Carol, Juliano, Kleber, Lucas, Ercília, Mario, Rodrigo Biruta, Robertinho, Tiago, Patrícia, Alessandra, Carlos, Danilo, Ricardo, Likko, Zui*
Talvez falte alguém... é tanta gente! Mas se não estiver no blog, ta no meu coração!

[Datas mais marcantes]:
Carnaval: Pura farra com Rapel, Rony e a nossa cantora Vivi (hoje nos States). Viramos celebridades na praça como repórteres da TV local de Ribeirão, foi o máximo!
Páscoa: Ubatuba, praia é tudo de bom! Foi ótimo, apesar de poder ter sido melhor!
Julho: Viagem a Campos do Jordão... Eu até esperava um pouco mais de frio...
Agosto: Níver da cidade, FDA, Rodeio... Nuusss... Foi muita festa.
Setembro: Um aniversário frustrado.
12 de Outubro: Aventura em Caragua. Fds mais insano este, um dos melhores!
Novembro e Dezembro: Festas e mais festas

Desse, só mais ano que vem!
E que venha mais um ano!
Feliz 2008.

Maíra

Canto escuro...

Hoje eu mergulhei naquele cantinho escuro que fica guardado,
escondido no coração.
Quanta raiva eu senti dentro dessa escuridão.
Raiva do meu sentimento
Raiva do amor que eu sinto
Raiva de amar quem não merece ser amado
Raiva de sentir tudo isso.

[Eu fechei os olhos e chorei]

Chorei até as lágrimas molharem
O travesseiro que abracei
Chorei pra eliminar da alma o ódio que eu sinto
Chorei quase soluçando, sufocando tudo que era amor

[Atirei coisas na parede]

Joguei tudo que encontrei na frente
Almofadas, bichos de pelúcia, objetos ao alcance das mãos.
Atirei à parede o que eu queria poder tirar do coração
Atirei também coisas que poderiam se quebrar
Quando as coisas mais importantes já foram quebradas

[Deitei entre coisas jogadas ao chão]

Deitei e chorei novamente
Com cabelos no rosto
Cabelos molhados pelas minhas lágrimas
Sofrimento em vão...

[Me atormentam os devaneios]

Sonhos que vem e vão
Alguns padecem presos no escuro
Carecidos de ilusão
Pendurados por um cordão na ponte
Entre o sim e o não

[Enxuguei as lágrimas]

Descarreguei toda a mágoa
Chorando entre roupas estendidas num chão frio
E com as mesmas roupas sequei meu pranto
Desfazendo as marcas deixadas...

[Lavei a alma com água e sabão]

Lavei o corpo
Expulsei o ódio
Busquei calma, a tranqüilidade sublime
Cantei uma canção

[Pedi ajuda]

Mandei mensagem, fiz perguntas.
Arrumei os objetos jogados
Coloquei no lugar os porta-retratos.
Juntei até os cacos, pedaços de mim
Feitos de ilusão.

[Alguém discou meu número]

Atendi o telefone.
Alguém que falava com convicção
Ouvi tudo quase sem falar
Despediu-se em meio tom
Meias palavras
Não falou muita coisa
Eu não disse quase nada
Mas ouvi tudo que se dizia.

[11:16 PM]

Alívio
Já posso dormir
O novo dia logo surgirá

Ainda restaram alguns objetos para quebrar,
Mas só amanhã...

Maíra.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Senun C.

É tão pouco o que me destes
Mas é tudo o que tenho
Nossos lábios tem um código secreto
E ninguém tem o seu beijo
Ninguém me abraça como seu abraço
Ainda não encontrei encaixe mais perfeito
Estando longe, em outros braços
Não há outro corpo que eu deseje
Não há sensação parecida
Como a que sinto quando te encontro
Meu corpo estremece
Só o instinto me move
E eu quero você
Assim como eu quero que você me queira
E enquanto a música transcorre
A noite traz o dia
Clareando o céu que nos descobre
Enquanto estou descobrindo seus beijos
E não quero que você se vá
Desde a primeira vez
Eu nunca quis que você se fosse
E as vezes você vai embora
Não deixa rastros
Finge que nem veio
E esquece que deixa a saudade
Triste... Inquieta
Gritando no meu peito
Saudade doída, sempre insatisfeita
Nunca suprida.
Porque mesmo quando estás comigo
Não estás por inteiro
Traz o corpo, o beijo, meus sonhos...
Fica para atrás seu coração guardando outra realidade
E esta, eu não tenho...

Maíra

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Feliz Natal!

É Natal!
Ou pelo menos se aproxima o dia 25 de dezembro
Aproximam-se as festas natalinas
O peru recheado sobre a mesa
A fruta típica enfeitando a cesta
Olhares famintos nos pratos decorados
Enquanto transcorre a oração que antecede a ceia
É assim que eu vi na televisão
É assim que eu leio nas revistas natalinas
É como imagino o Natal em família
Em casa, uma árvore colorida
Tem até algodão simbolizando neve
E estamos no verão...
Mamãe pos os enfeites com cuidado
Bolinhas de cores sortidas
Luzinhas que piscam aleatoriamente
Assim é a árvore da mamãe
Vejo uma sala fantasiada de alegria
Vejo um homem de barbas brancas
De roupa vermelha, cheio de bondade
Procuro em seus olhos o espírito de Natal
Olhe! Alguém esqueceu as meias na janela
Pior, esqueceram o siginificado dessa festa
Todo mundo só lembra do Papai Noel...
Já encomendaram os presentes
Puseram seus pedidos no papel
Agora é Natal
E eu me entrego a nostalgia
Esqueço por vezes de celebrar o nascimento
de um Menino especial...
Nasce o Cristo!
Não traja vermelho, não vem em trenó puxado por renas
Mas carrega em si a pureza do amor
Tem no coração e n'alma toda compaixão
E mesmo não trazendo surpresas embrulhadas
nos dá todos os dias o dom da vida!
O "presente" viver!

Viva com alegria!
Feliz Natal!!!

Maíra.


A cesta de Natal!

Se eu pudesse lhe dar meu presente, assim seria meu cartão...

Surpresa meu amor!
Sim, eu sei que você está surpreso e se perguntando quem é a responsável por agradável presente...
Sinto muito, mas você vai continuar se perguntando e sem resposta. Não me procure perto, não vá atrás de mim ao longe. Estou bem próxima, dentro de ti. Mesmo assim você não consegue me ver, muito menos me sente. Sendo assim, se não me percebe tão perto, tão pouco me perceberá ao alcance dos teus olhos que as vezes fingem não me ver quando me encontra. Mas você sempre abre um sorriso. Diz um oi que logo me encanta. Observo muitas vezes de longe o seu riso. Eu rio contigo e mesmo quando você não ri eu continuo lá, vendo seu rosto sério, suas feições serenas, seu olhar muitas vezes misterioso. Os meus olhos não cansam de fitar os teus. É Natal! E mesmo que essas festividades natalinas não me agradem muito, não me contive em te dar esse presentinho.
Nesta cesta recheada de coisas gostosas, você certamente não se deliciará com o que há de mais gostoso e especial. Tudo porque você não consegue ver. E não verá nesta cesta os abraços que eu guardo pra você. Não provará dos beijos que eu sempre tive aqui comigo, só pra ti. Você não ouvirá o meu coração pulsar ao abraçar o teu corpo, não sentirá o meu calor. Não saberá o quanto eu te quero.
Nem sentirá o sabor do doce beijo que eu guardo pra você, doce como muitos dos doces que você provará desta cesta que lhe preparei cheia de carinho. Posso não fazer parte do seu presente, posso não ser notada, não ser a dona dos teus pensamentos, mas cada segundo que passa sempre há um tantinho de você vivo em mim, no meu pensamento, no coração... E saber que você existe, já é o meu melhor presente.
Feliz Natal, amor!!!

Maíra.


terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Aquilo que se sente...

Palavras que não dizem nada
Codinomes vazios
Sentimentos desencadeados
Que não fazem sentido
Mas eu sinto
Como o vento que traz o frio
Que eu não vejo
Mas me faz senti-lo
Frases...
Meia dúzia de palavras
Letras montadas buscando um significado
Poemas escritos
Sentimentos ditados
Postados em papel
Que agora já não dizem nada
São trechos passados
De amores e dores guardados
De um tempo mal vivido
Hoje não são nada
Não despertam nada
Não expressam nada
O que eu senti
O que eu ganhei
As coisas que eu perdi
Jazem num coração
empoeirado, esquecido
Abandonado...
E minhas palavras não explicam
Rasurei o único pedaço de papel que restava
Tentando escrever o que não se escreve
O que não se traduz, o inexplicável...
Aquilo que apenas, se sente!

Maíra

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

O presente!

Vou enfeitar minha mesa com velas coloridas
Castiçais de variadas formas
Vou trazer a alegria para esta noite,
guardar a tristeza no quintal...
Esquecer que ainda sofro com a ausência.
Vou buscar as toalhas de mesa
Achar na gaveta gostosas receitas
Preparar a ceia
para saborear sozinha na noite de Natal
Vou cantar junto aos sinos de Belém
Rezar baixinho
Fazer preces para alguém especial
Quem sabe encerrar a noite
olhando as estrelas, fazer um pedido
Sonhar de olhos abertos
Sentir o vento no rosto
Abrir os presentes de alguém
Não ganhei o presente que desejei
Nem presenteei quem eu quis presentear
O presente ficou fechado
Num embrulho bonito de laço dourado
Esperando o moço buscar
O moço não veio, nem nunca virá
O presente é o meu coração
Que está guardado no peito
Junto ao amor que eu quis lhe dar...

Maíra

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Oluap...

Oluap
meu lado B
meu lado do amor
meu lado oculto
meu amado
Oh lua!
Que me olhas do céu
Que oberservas também Oluap!
Diz-me o que ele faz
Onde andas, como se veste...
O que pensas, o que desejas... Oluap!
Eu embaralhei as sílabas
inverti as letras
Camuflei meus sentimentos
Mas não esqueci o seu nome, Oluap!
Eu ainda brinco de pôr nossos nomes dentro de um coração
De inventar códigos de amor indecifraveis
Já tentei inverter a nossa história
Trocar a sua estrada pela minha
Emplacar o seu caminho com flechas indicando a minha casa
Mas nossas estradas já foram separadas
Enquanto eu vou como Maíra
Você volta como Oluap
E assim, a gente nunca mais se encontra...

Maíra

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Vestido rasgado

É apenas um vestido rasgado
Cheio de remendos
Alguns, mal feitos
De corte pequeno
Pouco aparentado
Mas as vezes fica tão bonito
Veste como seda
Molda o corpo da mulher que usa
Faz da menina uma musa
Faz da mulher uma deusa
É só um pedacinho de tecido
De certo mal costurado
Tem no peito algum bordado
Não veio de Paris
Seu estilista nem é renomado
Mas é ilustre seu modelo
Quando vestido sem frescura
no corpo de curvas
Já nem sabe-se mais
Se é tecido a francesa
ou um pedaço de trapo

Maíra

Não me deixe

Foi você que me deixou
Foi você que partiu da minha vida
Foi você que me fez encontrar amor
E se foi
Mas eu não me importo se você quiser voltar...
Eu vou te esperar
Mesmo que eu me canse
Mesmo que você não volte
Vou te esperar pra abrir o champagne
Vou te esperar pra comemorarmos juntos mais um início de ano
Vou reservar uma mesa a nós dois
Vou enfeitar a nossa história
Vestir meu vestido de cetim rosa
Vou esperar você sentir a minha falta, até voltar
Já esqueci as suas birras
Já sei decor as suas manhas
Lembro bem daqueles olhos de menino que me procuravam
E eu deixava ser encontrada
Eu queria ser encontrada
Pra que eu me perdesse novamente em você
E hoje, é você que esta perdido
Não sei porque não voltar
Por que esperar?
Por que você não volta?
Eu espero
Eu arrumarei as minhas malas se você quiser me levar
Não precisa ficar aqui
Eu te sigo se você pedir
Mas não me deixe
Nem me deixe a certeza que te perdi
Eu ainda te amo.


Maíra


quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Tens simpatia na voz!

Que delícia é o seu falar!
Tens simpatia na voz!
Tens a magia que ultrapassa a linha plausível
Tens a compreensão
A sensatez
Os pés no chão
Mas não poupa suas asas quando pode voar
E me faz voar também
Leva ao alto
Segura as minhas mãos
Quer me conquistar.
E não me canso de te ouvir
Nem te deixo calar
Hoje a sua voz é música
Que me faz perder as horas
Me leva ao longe
Sem ter hora pra voltar...

Maíra

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Domingo infeliz...

Alegra-te domingo infeliz
Veste o seu sorriso da tarde de sol
Vem cantar a melodia junto as andorinhas
Vem comigo descobrir a paz!
Deixe que a tristeza se perca no vento
Descarregue-a no porto
Dentro de um barquinho, em troca da barca que traz a alegria.
Quando estás assim,
Fizeste-me triste também
E carregaste-me pra sua nostalgia.
Roubando-me assim o trilho que passa o trem
Que vem trazendo minha euforia...

Maíra.

Escuridão

Apago a luz e acendo o farol pra clarear meus pensamentos. Desligo a solidão ao mesmo tempo que a saudade reacende no meu peito. Deixo o quarto escuro na esperança de encontrar a luz dentro de mim. Não vejo a luz no fundo do túnel. A goteira que respinga do meu coração apagou a chama da luz que iluminava a minha saída.
Vejo tudo escuro. Vejo tudo negro. Nem a lâmpada do meu quarto acende. Está queimada. Fogo muito quente. To na madrugada. Sem luz, sem sono, sozinha na multidão. Esqueci na gaveta a minha lanterna. Logo essa escuridão vai embora. Devagarzinho vejo entrar um feixe de luz pela fresta da porta. Não é a luz no fim do túnel ou alguém trocando a minha lâmpada. O dia clareou lá fora e agora, o indiscreto sol é que invade a minha janela. Chega ao fim a minha escuridão.

Maíra.